Assim como fez em 1992, quando exibiu ao vivo para todo o país a votação sobre o impedimento de Fernando Collor, a Rede Globo decidiu abrir mão de sua programação par mostrar aos brasileiros os rumos de Dilma Rousseff. A informação foi confirmada nesta sexta-feira, 08, pela coluna Painel da Folha de São Paulo. Sendo assim, não importa a hora ou o dia, o canal vai exibir na íntegra a votação, tendo apenas breves intervalos e comentários jornalísticos. Por enquanto, a data pré-estabelecida para a votação é o dia 17, um domingo. O dia já foi solicitado pelo relator do processo, deputado Jovair Arantes, do PTB de Goiás.

O que se sabe até então é que a votação será nominal, ou seja, cada deputado será chamado ao plenário pelo nome e dirá se é contra ou a favor do processo de #Impeachment de Dilma.

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Ao todo, são mais de 500 deputados. Se cada ritual demorar cerca de um minuto, a transmissão da votação pode demorar mais de nove horas. As sessões da Câmara costumam a acontecer no início da tarde, mas mesmo que se iniciam às 10 horas da manhã de domingo, pelos rumos do ritual, ela não acabaria antes das sete horas da noite, horário em que é exibido o 'Domingão do Faustão na Globo'.

A avaliação é que a transmissão simultânea pode prejudicar ainda mais a presidente. Isso porque a maioria dos deputados já é contra Dilma e acredita-se que os que forem a favor serão vaiados. Como os estados dos parlamentares assistirão tudo ao vivo, eles terão todo cuidado possível na hora do seu posicionamento, especialmente porque estamos em um ano de eleições municipais. Muitas legendas, até as que apoiam o governo, tentam se afastar do nome do Partido dos Trabalhadores, que nos últimos tempos tem sido associado à corrupção. 

É bom dizer que os programas da Globo só serão retirados do ar se necessário.

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Caso até o dia da votação, fique estabelecido que o voto não será entoado um por um dos deputados, obviamente que o processo demorará menos tempo no ar e a grade será consequentemente menos prejudicada. Em 1992, a emissora fez o mesmo durante a votação do impeachment de Fernando Collor, que acabou renunciando.  #Dilma Rousseff