Além do impeachment da presidente da república Dilma Rousseff, outro assunto dominou a #Internet nas últimas semanas, a possibilidade de que as operadoras de internet cobrem pacotes por volumes de dados nas conexões de internet fixa. Isso significaria que a internet usada no computador de casa passaria a operar de forma semelhante à telefonia móvel, que diminui a velocidade depois que o limite de dados é atingido. Os contrários à medida dizem que ela fere o Marco Civil da internet, além de prejudicar o consumidor. A agência nacional de telecomunicações, a Anatel, chegou a dar declarações que se inclinaria à aprovação do projeto, mas recuou nos últimos dias da decisão.

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Atualmente, 26 milhões de lares em todo o Brasil possuem banda larga. Isso significa que com frequência 80 milhões de pessoas fazem acesso da internet rápida para trabalhar, ver vídeos ou baixar filmes. E é nessa última modalidade que a TV aberta, em especial a Rede Globo de Televisão, seria beneficiada. O crescimento da Netflix, por exemplo, fez frear o mercado de televisão a cabo, e cair ainda mais o Ibope da televisão aberta. No ano passado, o faturamento da empresa americana no Brasil chegou a ser maior que o do SBT, superando R$ 1 bilhão.

Com o fim dos pacotes de planos, a internet seria diminuída ou até cortada, o que demonstra um enorme retrocesso na democratização dos conteúdos. Sem alternativas, os brasileiros retornariam aos velhos meios ou pagariam várias vezes pela mesma coisa.

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Exemplo: assistir a dez horas de vídeos, o que facilmente é atingido através de videoaulas, faria com que boa parte hoje dos pacotes propostos estourasse e o usuário precisasse pagar novamente para baixar conteúdo ou acessar a qualquer tipo de site. 

Sem alternativa, mais televisores seriam consequentemente ligados e provável até que o mercado da TV a cabo voltasse a crescer. O problema é que o acesso a internet no Brasil, como as pesquisas indicam, ainda chega a uma parcela muito pequena da população. Os números de brasileiros que tem acesso a internet rápida só é de 40% em pleno 2016. Imagina se isso for cobrado várias vezes por mês. Isso poderia ser um mau negócio até para as empresas que utilizam serviços online, ou até mesmo para uma lanchonete, que faz entregas a partir de aplicativos. Ou seja, só quem ganha são as empresas de venda de dados.  #É Manchete!