De acordo com uma reportagem publicada pelo jornal 'O Estado de São Paulo' neste sábado, 02, o Partido dos Trabalhadores (PT) através de algumas lideranças já defende a união com partidos de oposição, no que chama de reunião nacional. O movimento teria o apoio do ex-presidente da república Luiz Inácio #Lula da Silva e tem como principal meta convocar novas eleições gerais. A medida visaria acalmar os ânimos e dar sobrevida ao partido, já que a solução pode ser bem vista pela população. Com isso, bastaria o próprio partido convencer a presidente Dilma Rousseff a criar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) na qual ela mesma pediria a abreviação de seu mandato.

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Caso isso ocorra, Lula poderia vir como candidato ao principal posto do país. 

Um parlamentar entrevistado pelo jornal disse que do jeito que está não dá para ficar. A Proposta de Emenda à Constituição seguiria para o Congresso Nacional, onde ainda precisaria ser aprovada. A notícia do 'Estadão' foi publicada no mesmo dia em que a 'Isto É' disse que #Dilma Rousseff estaria passando por momentos de destempero emocional e tomando calmantes, um deles usados para o tratamento de esquizofrenia. Ao 'Estadão', fontes disseram que mesmo que a líder política do país consiga barrar o #Impeachment, a instabilidade política continuaria, até porque Dilma não tem mais o apoio de sua então principal base aliada, o PMDB.

O atual pedido de impedimento, caso não aprovado, poderia levar Eduardo Cunha, por exemplo, a analisar outro, o formulado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

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Enquanto Dilma chama o impeachment de golpe, 82% dos brasileiros dizem que não concordam com seu jeito de governar. Ou seja, quatro entre cinco pessoas não está satisfeita com o atual governo. Já o que acham válido o impeachment beiram os 70%. Fontes do Planalto não acreditam que esses números possam aumentar ainda mais, já que a rejeição é de patamares históricos. 

Nesta semana, a defesa de Dilma terá prazo final para se defender na Câmara dos Deputados. As próximas duas semanas prometem ser as mais movimentadas do ano na política.