Após a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff no último domingo, 17, o governo Russo decidiu publicar um comunicado, no qual afirma que as relações entre a Rússia e o Brasil não devem ser mantidas, mesmo com o processo de impedimento iminente da líder petista. Assina o documento, reportado no Brasil pelo 'Sputnik', a representante da chancelaria russa, Maria Zakharova. No comunicado, o país presidido por Vladimir Putin diz que acompanha de forma atenta o que acontece por aqui, especialmente a situação grave da política nacional.

Em seguida, o texto cita a decisão tomada pela Câmara dos deputados, na qual o impeachment de Rousseff foi aprovado para prosseguir ao Senado.

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A Rússia lembra que tem vários negócios com o Brasil e que eles estão tendo parcerias positivas, citando o G20, grupo dos 20 países mais ricos do mundo, a Organização das Nações Unidas (ONU) e os BRICS, que além de Brasil e Rússia também possuem integração com a China e a Índia. 

O comunicado segue e diz ter a esperança de que o impeachment da presidente #Dilma Rousseff seja resolvido apenas pela constituição brasileira, não havendo, portanto, nenhum interferência do país de Vladimir Putin, nem de qualquer outra nação. Líderes da América Latina chegaram a mostrar solidariedade à presidente. O mais enfático deles acabou sendo o presidente boliviano, Evo Morales, que tentou recorrer às organizações locais para barrar o impedimento da líder petista. Em uma reunião comemorativa na Bolívia, ele chegou a dizer que, caso fosse necessário, utilizaria as forças armadas do país para manter a democracia no Brasil.

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Nos últimos dias, no entanto, ele tem preferido não fazer discursos polêmicos. 

Nesta quinta-feira, 21, Dilma fez um discurso na ONU. Ela viajou no dia anterior para o estado de Nova York, nos Estados Unidos, onde acontece a conferência da ONU sobre o clima. Em sua fala, ela lembrou brevemente da crise política brasileira, dizendo que os brasileiros não vão permitir que haja retrocesso e o autoritarismo volte a pairar no território nacional. Existia a expectativa que ela falasse que está sofrendo um "golpe", coisa que não aconteceu depois da pressão de líderes políticos e jurídicos, como os Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). #PT #Crise-de-governo