A esposa do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, do Partido dos Trabalhadores, senhora Carolina Oliveira, ganhou nesta quinta-feira, 28, um cargo no governo com foro privilegiado. A primeira-dama virou secretária de Estado do Trabalho e do Desenvolvimento Social. Quem tomou a decisão da nomeação foi o próprio marido dela. A estranha nomeação, no entanto, pode ser cancelada. Isso porque membros da oposição já ameaçam entrar na justiça. Isso porque a primeira-dama foi nomeada no momento em que a delação da dona da agência Pepper, Danielle Fonteles, durante a operação Acrônimo, está para ser homologada. 

A primeira-dama é suspeita de ser uma das sócias da empresa que teria recebido dinheiro de grandes empreiteiras para bancar campanhas políticas, como a da reeleição para a presidência de Dilma Rousseff. A Procuradoria-Geral da República agora pode denunciar os envolvidos, levando o caso para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Publicidade
Publicidade

Atualmente, os inquéritos estão no STJ (Supremo Tribunal de Justiça), já que o governador já tinha foro privilegiado. No entanto, o processo poderia ser dividido, com cada pessoa sendo investigada  de maneira separada. Dessa forma, a agora Secretária Carolina poderia ser julgada em primeira instância pela Justiça Federal. 

A primeira-dama e o seu esposo são acusados de terem recebido vantagens ilegais de grandes empresas com relações com o BNDES, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. O Governador foi Ministro do Desenvolvimento e Comércio Exterior durante os anos de 2011 e 2014. O Ministério comanda o BNDES, que teria dado esses repasses não legais para as empresas. Pimentel deixou a pasta para se candidatar ao governo mineiro, vencendo o pleito. 

Agora parlamentares tentam barrar a posse de Carolina.

Publicidade

Com o argumento, os deputados estaduais dizem que Pimentel tem muita influência do Tribunal de Justiça, o que poderia facilitar a vida do sua esposa, coisa que não aconteceria no STJ.  O deputado Gustavo Valadares, do PSDB, entrou com um um projeto na Assembleia Legislativa da Minas que pode cancelar os efeitos da nomeação. Ele ainda comparou o ato com o fato de Dilma ter cedido o Ministério da Casa Civil ao ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva no momento em que o Ministério Público de São Paulo havia pedido sua prisão preventiva por supostamente estar atrapalhando as investigações sobre o caso do tríplex no Guarujá, São Paulo.  #Dilma Rousseff #Impeachment