Na madrugada desta segunda-feira, 18, aconteceu a primeira assembleia da 'Frente Popular Brasil'. Após a votação que culminou neste domingo, 17, com o prosseguimento do processo de impeachment da presidente da república Dilma Rousseff para o Senado, cerca de 20 mil manifestantes se reuniram no Rio Grande do Sul e votaram por soluções que pudessem ajudar a líder política do Partido dos Trabalhadores (PT) neste momento tão complicado para o seu governo. De acordo com informações do UOL, ficou decidido que as mobilizações ficarão ainda mais intensas e que uma greve geral será convocada. 

A Frente Popular Brasil é formada por partidos e organizações sociais e sindicais.

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Dentre os partidos, está a legenda que elegeu e reelegeu Dilma, o PT, além de um dos maiores aliados da petista, o PCdoB. Já entre os movimentos sindicais e sociais, um dos principais é o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a União Nacional dos Estuadantes (UNE) também fazem parte do grupo pró-Dilma. A assembleia que decidiu os rumos da mobilização dos manifestantes a favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi realizada na Praça da Matriz, centro de Porto Alegre. 

Os manifestantes acompanharam voto a voto o que acontecia na Câmara dos Deputados. Apesar da derrota, não houve qualquer registro de violência. No microfone, após o resultado, que deu 367 votos contra a líder petista, o presidente da CUT no Rio Grande do Sul, Claudir Nespolo, fez um discurso dizendo que a decisão na Câmara ia contrário à democracia e que era necessário manter os direitos conquistados pelos trabalhadores e movimentos sociais nos últimos anos.

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Entre esses direitos estão, segundo o líder, o 'Bolsa Família' e o 'Minha Casa, Minha Vida'. 

Ele disse ainda ao microfone que comitês serão montados para tentar reverter o processo de #Impeachment, mas que essa luta será muito difícil. "Não viemos aqui para brincar”, explicou ele ao anunciar que os sindicatos fariam uma greve geral no Brasil. Nesta terça-feira, 19, o PT deve realizar uma reunião para avaliar quais estratégias serão utilizadas nos próximos dias contra o processo de impedimento. Uma delas seria o governo solicitar que haja uma nova eleição presidencial neste ano.  #Dilma Rousseff #Crise-de-governo