Na tarde desta sexta-feira, 15, a Polícia do Distrito Federal parou alguns ônibus ligados ao Movimento dos Sem Terra (MST). O objetivo dos militares é ver se corria tudo bem. No entanto, ao olharem a embarcação encontraram pelo menos quinze facões, além de outros objetos curiosos, que podem ser usados para machucar outras pessoas, como um tijolo, um estilingue e uma garrafa. O material foi encontrado em pelo menos quatro ônibus diferentes e foi se amontoando na Avenida N2, muito perto da Esplanada dos Ministérios, onde acontecerão as principais manifestações contra e a favor de #Dilma Rousseff no domingo, 17.

De acordo com os próprios manifestantes, eles estavam chegando para se manifestar contra o #Impeachment da presidente.

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Os militares, no entanto, deixaram claro que não se pode afirmar que os facões e outros objetos seriam utilizados contra o grupo a favor do impeachment, já que muitos dos manifestantes do MST disseram carregar os instrumentos por serem ferramentas de trabalho. Um representante da polícia disse ainda que ninguém foi detido e que não houve resistência na hora de se apreender os objetos. 

Temendo que os grupos contra e a favor faça de Brasília um campo de batalha, o governo do Distrito Federal montou no fim de semana passada um grande muro, que separará os manifestantes dos dois lados. Esse muro foi feito com tapumes de alumínio e montado com a ajuda de presidiários do regime semiaberto de um presídio local. Muitos desses presos já trabalham normalmente ao longo do dia, como estabelece a lei nesse tipo de regime de prisão.

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O trabalho, segundo a secretaria de segurança, serviu de forma educativa e também de incentivo dessas pessoas na sociedade e no mercado de trabalho.

Antes de entrarem nos espaços destinados às manifestações, os que vão protestar terão seus pertences revistados. Tudo o que for considerado ofensivo ou perigoso será retirado e apreendido. Estão proibidos, por exemplo, miniaturas e bonecos gigantes, como o Pixuleco, que representa o ex-presidente da república Luiz Inácio #Lula da Silva.