O início desta noite, dia 24, foi tenso na Avenida Paulista, um dos pontos mais conhecidos de São Paulo. Por volta das 19h, manifestantes contra e a favor da presidente Dilma Rousseff entraram em confronto. Dezenas de pessoas estavam no local, algumas até com paus e canos PVC. Um grupo contra o processo de impedimento da líder paulista decidiu ir até à altura do prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a Fiesp. Lá, um grupo a favor da deposição de Dilma está acampado há semanas, ocupando boa parte das calçadas.

De acordo com informações do G1, os dois grupos logo se estranharam. Houve ofensas, arremesso de pedras e barras de ferro.

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A Polícia Militar, que já estava na região acompanhando o protesto precisou intervir. De acordo com a assessoria da PM de São Paulo, ninguém ficou ferido ou foi detido ou preso. A briga na Paulista foi comentada pelo ator José de Abreu, que deu uma polêmica entrevista ao apresentador Fausto Silva, da Rede Globo de Televisão. "Fiquei sabendo que está tendo um quebra a quebra em São Paulo, lamentável", disse o ator que na sexta-feira, 22, cuspiu em um casal que o chamou de "ladrão petista'. 

Neste domingo, a presidente Dilma se reuniu com Ministros no Palácio da Alvorada. Já o vice-presidente, Michel Temer, teve um encontro no Palácio do Jaburu com possíveis nomes para um governo que ainda é uma incógnita. Ainda não foi traçado o que deve ser o rito do #Impeachment, ou seja, os passos e o tempo que será adotado em cada etapa do processo contra Rousseff que agora está no Senado Federal.

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Primeiro, os Senadores fazem uma comissão para analisar se o documento da Câmara, aprovado por 367 deputados, é válido e possui um crime de Dilma que legitime seu processo de impeachment. Depois a votação é aberta e se pelo menos metade dos senadores mais um votar pela investigação da presidente, ela é afastada por 20 dias. Aí começa o andamento do impedimento em si. A petista terá 20 dias para promover sua defesa, já o Senado terá ao todo, no máximo, 180 dias para realizar a votação final, que decide se Rousseff será ou não deposta.  #Dilma Rousseff #Crise-de-governo