Os brasileiros que foram trabalhar na manhã desta quinta-feira, 28, foram surpreendidos em diversas regiões do país com protestos que interrompiam vias importantes. Com pneus e outros objetos, manifestantes colocavam fogo e impediam que veículos ultrapassassem barreiras em chamas. Quem insistia em prosseguir era ameaçado. O protesto é organizado pela chamada 'Frente Povo Sem Medo', construída por movimentos favoráveis ao Partido dos Trabalhadores (PT), da presidente Dilma Rousseff e contra o #Impeachment. Em São Paulo, por exemplo, o movimento estaria sendo encabeçado pelo MTST, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, aquele cujo líder prometeu promover o caos e parar o Brasil.

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O líder em questão é o polêmico Guilherme Boulos. O discurso considerado radical foi feito em uma reunião com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Paulo. Vias importantes da maior cidade do país, como a Marginal Tietê, foram simplesmente bloqueadas. O trânsito pela manhã era muito complicado. A polícia militar tentava retirar os objetos com fogo da via. Bombeiros também foram chamados, enquanto motoristas ficavam parados e respirando uma densa fumaça preta em um lugar que já é muito poluído. 

Não é só nesta quinta que vão acontecer os protestos, mas também nos próximos dias. A maioria deles está prevista para acontecer no dia 1º de maio, data em que se comemora o dia do trabalhador no país e é feriado nacional. Dias importantes na Comissão do impeachment do Senado, como o dia 06, quando será votado o parecer dos Senadores pela admissibilidade ou não do processo contra Dilma também deve ser marcado por manifestações.

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A maior delas, no entanto, deve ser realizada no dia 11, quando o Senado votará pelo afastamento da presidente. Nesta data, grupos a favor do impeachment, encabeçados pelo Movimento Brasil Livre também prometem mobilizar os brasileiros.

Para que Dilma seja afastada são necessários 41 dos 81 senadores. Após isso, ela tem 20 dias para se defender e fica afastada por 180 dias, quando uma nova votação acontece. Essa decide pela sua deposição ou não.  #Dilma Rousseff