A Câmara dos Deputados aprovou na noite do domingo (17) a abertura do processo de #Impeachment da presidente Dilma Rousseff. Com a derrota, o #PT estuda propor a convocação de novas eleições.

Votação

Desde o início da sessão, que começou às 14 horas, era possível perceber que o Governo tinha uma missão difícil, já que 18 dos 25 líderes de bancada que se pronunciaram antes da votação declararam que seus partidos votariam a favor do impedimento. Além disso, alguns deputados de partidos da base aliada do Governo, como PDT, PP e PR, declararam “Sim” para o impeachment mesmo contrariando suas legendas. No total, 367 deputados foram favoráveis ao impedimento, enquanto 137 foram contra e sete se abstiveram. 

O voto 342, que decretou a aprovação do impedimento por 2/3 dos deputados, aconteceu por volta das 23 horas e foi dado por Bruno Araújo (PSDB-PE).

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Mas antes disso, às 22 horas, o líder governista na Câmara, o deputado José Guimarães (PT-PE) já havia admitido a derrota. Com o resultado, o parecer do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) aprovado pela Câmara seguirá para análise no Senado. Caberá aos senadores decidirem se aceitam a denúncia e se Dilma será afastada do cargo por 180 dias para o último julgamento. Segundo alguns prognósticos, é provável que o processo final no Senado dure pelo menos até a primeira metade de maio. 

Novas eleições

Antes mesmo de a votação da Câmara começar no Domingo o deputado petista Wadih Damous, do Rio de Janeiro, já havia comentado sobre a possibilidade de novas eleições. Para ele, a ideia só deveria ir adiante caso a presidente de fato sofra o impedimento e deveria ser feita por meio de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) com apoio e adesão da população.

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De acordo com a colunista da Folha de S. Paulo Mônica Bergamo deverá ocorrer uma reunião do Diretório Nacional do PT na terça-feira (19) para avaliar a ideia de novas eleições. Nesse caso, a presidente Dilma proporia ao Congresso reduzir o seu mandato em dois anos e fazer novas eleições cujo vencedor ficaria seis anos na presidência sem direito a reeleição. Até o momento, ainda há dúvida entre os governistas sobre alguns pontos, como a sugestão de tempo do mandato do novo presidente e também se Dilma deveria se colocar como autora da proposta.

Dentro do PT e entre apoiadores do partido as novas eleições começam a ganhar cada vez mais simpatia a partir do momento em que a permanência da presidente se vê ameaçada. Caso a ideia seja levada adiante, a argumentação seria de que o atual vice-presidente Michel Temer não teria condição de resolver os graves problemas políticos do país pela ausência de uma legitimidade democrática oriunda das urnas. Em contrapartida, um presidente eleito via voto popular teria o apoio e a legitimidade necessários para conduzir o Brasil nesse momento complicado.

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Em entrevista coletiva no dia 05 de abril, Dilma comentou sobre a proposta ironizando que toparia conversar a respeito desde que conseguissem convencer deputados e senadores a também abrir mão de seus mandatos. Já na última quarta-feira (13), em encontro com alguns jornalistas, a presidente disse apenas que respeita uma alternativa ligada à votação popular. #Dilma Rousseff