Janaína Paschoal passou mais de seis horas na Comissão do impeachment realizada no Senado Federal nesta quinta-feira, 28. A advogada e professora da USP acusou ao lado do colega, o ex-Ministro da Justiça Miguel Reale Junior, a presidente da república Dilma Rousseff de ter cometido co crime de responsabilidade fiscal. Ela teve dificuldades de começar sua fala. Durante quase duas horas, congressistas fizeram questões de ordem, atrapalhando o início do discurso da acusação. Já no momento dos questionamentos, quando Senadores podem falar sobre pontos do discurso da acusação, Janaína chorou, dizendo que as pedaladas cometidas pela líder petista mataram sonhos.

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Segundo ela, todas as camadas da sociedade foram afetadas, ricos e pobres, mas foram os pobres que mais sofreram, especialmente no quesito da educação.

Janaína então citou a redução e investimentos em programas essenciais, como o Fundo Nacional de Investimento Estudantil, o Fies. Segundo Paschoal, na época de sua campanha eleitoral, Dilma enganou o povo e pegou empréstimos com bancos públicos para aparentar que a economia andava bem, investindo esse dinheiro nos programas sociais. O problema é que ela mesma atrasou os repasses dos pagamentos aos bancos, o que é crime de responsabilidade fiscal. Neste momento, com a voz embargada, a advogada lembrou que foi a primeira pessoa a se formar em direito em sua família e que depois outras pessoas fizeram o mesmo, tendo a chance de mudar de vida, com mentes abertas.

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Mas que hoje muitos estudantes que acreditavam poder seguir uma carreira foram impedidos de continuar, já que o governo não estaria repassando os valores prometidos a eles.

Janaína citou ainda estudantes que estariam presos por terem lutado pelo impeachment, questionando a atuação da Comissão dos Direitos Humanos, que teria dito que o processo de impedimento da presidente era ruim para o Brasil, mas que não se pronunciou em relação às prisões. Em outro momento, levantando um exemplar da Constituição brasileira, ela disse que o Partido dos Trabalhadores (PT) dizia que impeachment era "golpe" por não ter assinado o documento.  #Dilma Rousseff #É Manchete!