O deputado Jean Wyllys, eleito pelo PSOL do Rio de Janeiro, foi um daqueles que não votou de acordo com a maioria dos deputados na noite deste domingo, 17, quando a Câmara decidiu o futuro político da presidente Dilma Rousseff, votando se seu #Impeachment passaria ou não para o Senado. Após fazer um discurso inflamado, chamando os demais parlamentares de "canalhas", Jean, que venceu uma das edições do 'Big Brother Brasil', cuspiu em direção a um dos seus maiores rivais na política, o deputado Jair Bolsonaro, do PSC do Rio de Janeiro. 

Em entrevista a jornalistas que estavam no Plenário, ele confirmou a informação e que não teme ser processado por Bolsonaro.  "Eu cuspiria na cara dele quantas vezes eu quisesse",explicou ele após o episódio que foi flagrado por vários repórteres.

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De acordo com Jean, Bolsonaro, a quem ele se referiu como canalha teria o insultado depois que ele votou contra o impeachment da presidente Dilma. Wyllys revelou ainda que seu rival na política, chamado muitas vezes por ele de homofóbico, pegou pelo seu braço, mostrando assim uma suposta agressão. "Quando eu vi o insulto, eu devolvi com um cuspe na cara dele, que é o que ele merece", disse mais uma vez em tom inflamado o eleito pelo PSOL carioca.

Até o fechamento desta reportagem, às 22h08 no horário de Brasília, o deputado Bolsonaro ainda não havia comentado as acusações de que ele ou alguém de sua equipe teria tentado segurar no braço de Jean, tampouco se o cuspe teria ou não pegado em seu rosto. A votação na câmara começou por volta das 17h30, ou seja, já durava praticamente cinco horas até o fim dessa reportagem, ainda assim, um resultado ainda não havia sido alcançado.

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Para que a presidente #Dilma Rousseff tenha que se defender no Senado são necessários 342 votos. 

Até o fechamento desta matéria, 300 parlamentares haviam votado pelo impeachment, 104 contra (mais abstenções e faltas) e 109 deputados ainda faltavam manifestar sua opinião. Segundo uma estimativa feita pelo Datafolha, o impedimento passará pela Câmara. Agora será a vez do Senado analisar se as acusações feitas contra a líder petista são ou não válidas. Desde a redemocratização, essa é a segunda vez que um presidente passa por um processo de impeachment. O primeiro foi Fernando Collor de Mello, que em 1992, acabou renunciando ao seu mandato.  #Crise-de-governo