A justiça de Brasília proibiu na noite desta sexta-feira, 15, que a presidente da república Dilma Rousseff faça pronunciamentos que não sejam institucionais. Com isso, ela está proibida de convocar a rede nacional de rádio e TV para falar sobre o seu processo de #Impeachment. Dilma chegou a gravar um vídeo que seria exibido às 20h, no horário nobre da televisão, mas aconselhada pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, ela acabou desistindo da ideia. O Palácio do Planalto nega que as decisões judiciais tenham feito Rousseff mudar de ideia. Nos corredores da Câmara, diversos parlamentares comentaram a mudança de decisão de Dilma, dizendo que ela estava com medo de protestos contra ela, nos famosos panelaços.

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A decisão foi tomada pela juíza Solange Salgado, que ressaltou que não cabem pronunciamentos políticos em um espaço institucional. O processo na justiça foi solicitado pelo PSDB, que achou um absurdo a convocação da rede nacional para Dilma se defender. Nos bastidores, fala-se que o próprio José Eduardo Cardozo teria alertado que Rousseff teria problemas judiciais. Neste domingo, 17, acontece na Câmara dos deputados a votação pelo impedimento contra a representante do Partido dos Trabalhadores (PT). Para que o processo seja aprovado são necessários pelo menos 342 votos. O governo disse que tem conseguido reverter a derrota que até então parecia iminente. Alguns veículos de comunicação mostram que de 5 a 10 deputados mudaram de lado nas últimas horas. 

Demora na votação de domingo

De qualquer forma, o resultado realmente oficial só será realmente sabido por todos por volta das 21h de domingo, previsão para que a votação tenha o seu encerramento.

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Praticamente todos os canais de televisão do país mostrarão o desenrolar da votação na Câmara, com exceção do SBT, que apenas exibirá o plantão do jornalismo em seus intervalos. A decisão partiu do próprio dono da emissora, o apresentador Silvio Santos, que não quer saber de política e diz que sua rede é de entretenimento. #Lula #Dilma Rousseff