Nesta sexta-feira, 29, o Centro Acadêmico Afonso Pena (CAAP) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) foi proibido pela justiça de fazer comentários a respeito do impeachment da presidente Dilma Rousseff,  seja contra ou a favor do processo que agora está no Senado. O processo foi movido por dois estudantes da própria UFMG, Túlio Vivian Antunes e Maria Clara Barros, que dizem no processo que a faculdade está sendo usada pelo Partido dos Trabalhadores, o que não demonstra a opinião de grande parte da própria faculdade. O documento fala em "aparelhamento partidário". 

Em entrevista ao UOL publicada neste sábado, 30, Integrantes do Centro acadêmico chamaram de "censura" a proibição na justiça.

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Segundo eles, por conta da decisão, uma reunião que avaliaria o posicionamento da faculdade de direito da  instituição sobre o processo de #Impeachment de #Dilma Rousseff. A decisão foi assinada pela juíza Moema Miranda Gonçalves. De acordo com a liminar assinada por ela, o direito à educação é o principal interesse de uma faculdade e também deve ser de qualquer centro acadêmico, lembrando que o processo de impeachment da presidente da república deve demorar vários meses.

A previsão é que o término da avaliação dos Senadores acabe só em setembro, quando a deposição de Rousseff seria votada. Por enquanto, para que isso ocorra, o afastamento de Dilma tem que ser aprovado no dia 11 de maio. Isso acontecerá, caso 41 ou mais dos Senadores aprove a questão.

Após a decisão favorável, os estudantes que moveram à ação contra o Centro Acadêmico decidiram pedir que ela seja anulada.

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Segundo eles, o principal objetivo já foi conseguido, acreditando que agora todos entendem que uma greve não pode ser convocada sem grande aprovação discente e docente. É comum ver em faculdade todos os tipos de manifestação política e de discussão sobre variados temas. Isso foi intensificado por conta da crise política no país.

Neste dia 1º de maio, Dilma deve anunciar um "pacote de bondades", como, por exemplo, um reajuste do Bolsa Família e também do Imposto de Renda. Fala-se em alteração de 5% neste último. A informação ainda não foi confirmada oficialmente pelo Palácio do Planalto, em Brasília.  #Crise-de-governo