Nesta quinta-feira, 28, os advogados Miguel Reale Junior e Janaína Paschoal trabalharam na acusação da presidente Dilma Rousseff na Comissão do impeachment do Senado Federal. Nesta sexta-feira, 29, foi a vez dos defensores da presidente falarem com os congressistas. Uma das chamadas para defender a líder petista foi Kátia Abreu, Ministra da Agricultura. Em sua fala, ela disse que não tinha paixão pela petista, mas sim apenas o chamado "realismo pragmático". Kátia comparou o governo à uma casa e disse que todo mundo passa apertos, questionando: "quem nunca atrasou conta?". 

Abreu é a última figura do PMDB que ainda mantém um cargo no governo.

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Até os demais Ministros que apoiaram Dilma já perderam seus Ministérios, voltando para seus cargos anteriores. Abreu disse ainda recentemente que tiraria recesso do Ministério da Agricultura para votar contra o #Impeachment. Caso Dilma seja afastada, quem assume é o vice-presidente Michel Temer, que poderá fazer alterações no quadro do governo. Kátia Abreu deve ser uma das primeiras a ser dispensada. É provável que ao pedir licença para a votação, ela sequer volte ao Ministério, pois caso o afastamento de Dima seja aprovado, quem terá que autorizar sua volta é justamente Temer. 

Além de Kátia Abreu, quem também defendeu a presidente foi o Ministro da Fazenda Nelson Barbosa e o Advogado-Geral da União, José Eduardo Cardozo."Estou com a presidente Dilma porque acredito na sua idoneidade", disse a Ministra da Agricultura.

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Ela ainda defendeu que as pedaladas fiscais não seriam um crime de responsabilidade e que, portanto, não haveria crime contra Rousseff. 

No dia 06, a Comissão do impedimento vai decidir qual parecer tomará a respeito do processo que recebeu da Câmara dos deputados. Não importa o resultado desse parecer, no dia 11, acontece a votação no Senado, aberta a todos os 81 Senadores. Para que a presidente seja afastada são necessários 41 dos 81 Senadores. Aprovado o afastamento, ela tem 20 dias para apresentar defesa contra a deposição, que deve ser votada em até 180 dias, necessitando de mais de dois terços dos Senadores para ser aprovada.  #Lula #Dilma Rousseff