E a presidente Dilma Rousseff foi alvo de um editorial em formato de dissecação de seu perfil do jornal francês 'Le Figaro'. A publicação realizada nesta terça-feira, 19, pode ser lida para assinantes do jornal na internet. O jornal francês tenta entender o que levou a líder de uma das maiores potências econômicas do planeta ao seu impeachment. O 'Le Figaro' ainda chama o movimento de deposição da líder petista de "Queda final", cada mais próxima, segundo a mídia internacional, depois do processo de #Impeachment passar com 367 votos pela Câmara dos deputados. 

Já no título, a mídia francesa lembra do passado da presidente, chamando ela de ex-guerrilheira que lutou contra ditadores, mas que acabou se tornando autoritária.

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Além da característica nada agradável, o 'Le Figaro' chama Rousseff de incapaz de dialogar e decretar funções a serem realizadas por outras pessoas, além de ser uma pessoa inflexível. De acordo com o jornal, o governo da presidente foi tão ruim que não conseguiu agradar nem mesmo a extrema esquerda, ignorando a principal bandeira do governo, os programas sociais. 

No currículo de Rousseff, a publicação lembra a polêmica construção da hidrelétrica de Belo Monte, que destruiu um enorme ecossistema e prejudicou a vida de milhares de ribeirinhos, além da redução de investimentos nos braços do governo, como o 'Bolsa Família'. Um dos entrevistados pela publicação foi André Singer, Professor da USP, além de Milton Temer, do PSOL, que tentou justificar o abandono da presidente com a política de direita, já que os empresários, segundo ele, estariam agindo pelos seus próprios interesses. 

O jornal ainda diz que Dilma foi humilhada ao perder uma votação tão expressiva como a realizada no último dia 17 e que deu seu primeiro discurso de forma firme e emocionada.

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Apesar das intensas críticas feitas à Rousseff, o representante da mídia francesa lembrou que muitos dos deputados que votaram contra Dilma estão com processos na justiça, um número acima dos 70% no parlamento. Nesta terça, o Senado Federal leu a decisão da Câmara e começou a tratar do impedimento da presidente. Ficou decidido que o cronograma do processo começará a ser decidido na próxima segunda-feira, 25.  #PT #Dilma Rousseff