Os ânimos na política brasileira ainda continuam muito exaltados. No momento em que a comissão do #Impeachment aprovou que o processo contra a presidente Dilma Rousseff será realmente votado na Câmara dos deputados, líderes contra e a favor do governo se posicionam. Muitas vezes esses posicionamentos passam um pouco do limite entre aquilo que é corriqueiro e o que pode ser visto como ameaça de violência. Recentemente, o Presidente Nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, fez um discurso de defesa de Dilma e do ex-presidente da república Luiz Inácio #Lula da Silva. 

Vagner entoou o mantra criado para a defesa da presidente, o que seu processo de impedimento seria um "golpe".

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A palavra é remetida à ditadura e muita gente até acredita que se a presidente sair, o país será invadido por militares. Considerando a instabilidade política do país, a população não está tão errada em temer isso ou aquilo, mas é preciso ter cuidado na hora de chamar algo previsto na constituição como "golpe". De acordo com o presidente da CUT, quando o juiz federal Sérgio Moro grampeou Lula e Dilma ele também o fez o "grampeio" a todos os brasileiros, interceptando uma nação.

Por isso, de acordo com Vagner, ele e os manifestantes que estavam em um protesto em São Paulo iriam "se livrar de Moro". O líder sindical só não disse de que maneira aconteceria esse livramento. Recentemente, outros líderes de movimentos sociais e sindicais chegaram a dizer que não haveria um dia de paz no país se Dilma saísse da presidência.

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Agora, até mesmo o governo já cogita tentar convocar novas eleições caso o impeachment não passe na Câmara. Caso isso aconteça, as eleições seriam gerais e para todos os cargos, aproveitando o pleito de outubro, quando os brasileiros votam para prefeito e vereador. Como mesmo diz Dilma, "a proposta é apenas uma proposta", meio utópica para dizer a verdade.

Isso porque para valer, além dela, todos os governadores, senadores e deputados, estaduais e federais, precisariam renunciar coletivamente a seus cargos.  #Dilma Rousseff