O assassinato de Luana Biersack, no norte do Paraná, é chocante não só por sua natureza, mas pela forma como vem sendo tratado. A garota estava desaparecida desde o dia 13 de abril e seu corpo foi encontrado no dia 22, em um lago no município de Nova Itacolomi.

Suspeita-se que a garota, transexual, tenha sido vítima de quatro adolescentes, com idades entre 15 e 17 anos, que foram apreendidos na quarta-feira, 27 de abril. A maioria dos veículos de notícias declara que a motivação do #Crime pode ser a homofobia, equivocando-se quanto ao termo e, consequentemente, quanto à identidade de Luana. Seu assassinato, portanto, foi supostamente motivado por transfobia, uma vez que Luana não era homossexual, mas transgênero.

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Infelizmente, como se sua morte não fosse violenta o suficiente, não faltam páginas que a identifiquem como "homossexual" ou usem terminologias no gênero masculino.

De acordo com o delegado José Aparecido Jacovós, "as investigações mostraram que não houve motivo nenhum para matarem a vítima, a não ser por preconceito. Teve agressão e violência antes da morte. A causa principal, pelo que observamos, é mesmo por intolerância".

Dois dos suspeitos confessaram o crime e foram encaminhados ao Centro de Socioeducação (Cense) de Apucarana, por homicídio e ocultação de cadáver. Os outros dois foram liberados, mas com restrições, pois acredita-se que não tenham participado diretamente do assassinato, além de terem cooperado com as investigações.

Um dos suspeitos mantinha relações sexuais com Luana e a garota, antes de seu desaparecimento, chegou a postar no Facebook que estaria sendo ameaçada.

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Segundo as confissões, ela teria ingerido bebida alcoólica e se relacionado sexualmente com um dos suspeitos naquele dia. Posteriormente, foi agredida com socos e chutes e, então, enquanto um dos garotos segurava suas mãos para trás, outro forçou sua cabeça para dentro da água até que se afogasse. Seu corpo foi deixado na represa ao lado do lago em que foi encontrado.

Durante as investigações, descobriu-se que Luana estava sendo abusada por um conselheiro tutelar de Burrazópolis, conforme denúncia feita pela mãe da garota, contudo, a polícia concluiu que um crime não estava relacionado ao outro. #Casos de polícia