Nesta semana, a polícia federal começou a vigésima sétima fase da Operação Lava Jato, batizada de Carbono 14. Nela, o assassinato de Celso Daniel, prefeito de Santo André pelo Partido dos Trabalhadores, o PT, pode enfim ter uma solução. De acordo com o ex-petista e sociólogo Cesar Benjamin, militante do PT entre 1980 a 1995, grandes líderes do partido comandavam um esquema que acabou motivando a morte do prefeito. Tudo começou ainda em 2005, quando o sociólogo deu uma entrevista ao 'Estadão', na qual ele disse que a campanha de #Lula de 1994 teria tido financiamentos desconhecidos. Cesar disse também que talvez o escândalo do momento, o Mensalão, tenha começado antes. 

Benjamin acusou Luiz Inácio Lula da Silva e José Dirceu de terem iniciado no PT o que chamou de "prática continuada e sistêmica".

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No mesmo ano, o sociólogo também decidiu "jogar tudo no ventilador", conversando com a Revista Época. À publicação, ele disse que o sistema de corrupção do Partido dos Trabalhadores acabou mudando muitos aliados da legenda de classe social. A Época questionou se isso poderia de alguma forma ter culminado com o assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel. Veja o que ele respondeu: “Eu não acho, tenho certeza. E houve muitos cadáveres morais. Este foi o físico.”

De acordo com uma matéria da Revista Veja republicada neste sábado, 02, além de Celso Daniel, outras sete pessoas acabaram sendo encontradas mortas na época, uma delas o legista, que disse  que o político tinha sido torturado de forma bárbara antes de ser assassinado. O Caso ainda chegou a ser relembrado pelo sociólogo no Facebook, quando uma de suas seguidoras o alertou que aquilo acabava sendo um depoimento que incriminava um monte de gente e que poderia até atentar contra a vida do ex-petista.

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A esperança dos que acompanhavam Celso Daniel é que essa etapa da Lava Jato realmente possa ser capaz de esclarecer o que aconteceu com o prefeito de Santo André. Um caso que parecia ter ficado esquecido, mas que volta à tona em um dos momentos mais instáveis da política brasileira.  #Dilma Rousseff #Impeachment