O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu neste sábado, 16, com movimentos sociais em Brasília, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra. A manifestação contra o #Impeachment acontece um dia antes da votação histórica que acontecerá na Câmara dos deputados, 17. O líder petista disse ainda que a presidente não vai renunciar. Ele ainda discursou sobre possíveis violências e mortes durante os protestos, pedindo que os manifestantes tenham calma e mostrem que sabem dialogar. "Nós não vamos nos matar. Nós gostamos da vida, que é a coisa mais extraordinária", disse ele.

O ex-presidente comentou ainda uma acusação feita contra ele pelo Movimento Brasil Livre (MBL) feita no Facebook nesta quinta-feira, 15.

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De acordo com o movimento, o companheiro político de #Dilma Rousseff estaria reunido com deputados em um hotel luxuoso de Brasília. Aos parlamentares, ele estaria oferecendo dinheiro vivo e até uma possível saída do Brasil estaria cogitada e agendada, caso a presidente perca na votação, vista pela maioria como acirrada para os dois lados. "Não vamos sair do país, não vamos nos exilar", continuou.

As principais manifestações no país estão previstas para acontecerem na capital do Brasil. Por isso, o governo do Distrito Federal decidiu montar um esquema especial para evitar tumultos e confrontos entre os protestos contra e os a favor de Dilma. Um muro foi instalado próximo à Esplanada dos Ministérios. Um enorme telão e caixas de som também estão sendo colocadas na região. O custo para isso, de acordo com a Câmara dos deputados, que bancou a estrutura, teria sido em torno de R$ 20 mil. 

"Amanhã vai ter gente querendo tumulto, mas nós mais uma vez daremos o exemplo", continuou o representante do Partido dos Trabalhadores, que disse que seus manifestantes não entrariam na pilha dos grupos adversários, até porque a mídia estaria pronta para dizer que o movimento é de baderneiros.

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Nos últimos dias, pelo menos quatro ônibus foram interceptados pela Polícia Militar. Neles, dezenas de objetivos estranhos foram encontrados com membros do MST, como facões e estilingues. A polícia disse que não poderia afirmar que os objetos seriam usados na manifestação, pois os trabalhadores argumentaram que os utilizam no campo. Mesmo assim eles foram apreendidos.  #PT