Nem mesmo o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva conseguiu mobilizar a votação contra o impeachment da presidente da república Dilma Rousseff. Dias antes do resultado obtido na Câmara dos resultados, o líder petista já mostrava sinais de que acusaria uma derrota. Abatido, ele foi flagrado neste sábado, 16, deixando um hotel onde estava hospedado em Brasília. Na porta do local, estavam manifestantes favoráveis ao impedimento da presidente.

Um suposto segurança chegou a sair de um dos carros do comboio de Lula e agrediu um estudante que gritava 'Fora Dilma'. Antes da votação do #Impeachment na Câmara dos deputados ser aberta, de acordo com uma reportagem da Folha de São Paulo publicada  neste domingo, 17.

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Ministros de Dilma tentavam ainda negociar votos a favor da presidente. Eles telefonavam entre si e tentavam apurar um possível resultado. Oficialmente, a essa altura eles diziam ter certeza de terem votos suficientes para barrar o impedimento. 

Durante a semana, Luiz Inácio Lula da Silva tentou negociar uma conversa, por exemplo, com o líder da igreja Universal do Reino de Deus e dono da TV Record, Edir Macedo. No entanto, o religioso disse não para um encontro com o político. A falha e a falta de força do petista nesse momento chamaram a atenção e repercutiram bastante no Partido dos Trabalhadores (#PT). "Nem o Lula está conseguindo. Não tem mais jeito", teria dito um auxiliar da equipe da presidente Dilma. 

O Brasil parou para assistir a votação do impeachment, que até às 16h no horário de Brasília sequer havia começado.

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A previsão é que agora os primeiros votos só serão dados às 17h. O resultado, portanto, só será revelado depois das 21h. Apesar disso, manifestações em todo o país já estavam sendo organizados. No Rio de Janeiro, a movimentação acontecia na orla de Copacabana, onde telões exibiam os discursos dos deputados. Em Brasília, um enorme telão também foi instalado perto da Esplanada dos Ministérios. No local, um enorme muro foi montado com o objetivo de separar os que protestavam contra e a favor do impeachment. 

A expectativa da oposição é que pelo menos 350 parlamentares votem a favor do impedimento, o que seria suficiente para levar o processo ao Senado.