Nesta terça-feira, 26, o presidente do Senado, Renan Calheiros, do PMDB alagoano, teve uma verdadeira jornada de reuniões. Ele teve encontros com movimentos sociais, com a presidente Dilma Rousseff e também com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O último foi justamente o que mais repercutiu devido ao teor da conversa, a possibilidade de novas eleições presidenciais no Brasil. A discussão dos dois durou mais de uma hora e aconteceu na capital federal, Brasília. 

Independente da deposição ou não de #Dilma Rousseff em seu processo de impeachment no Senado. a maioria do Congresso hoje estaria inclinada a votar contra um projeto de novas eleições, pelo menos não na proposta que é feita.

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Chegou-se até a discutir a possibilidade de um pleito geral, votando novamente para deputados e Senadores, podendo até colocar os governadores na roda eleitoral. A proposta foi vista utópica pelos dois lados, o governo e a oposição.

Lula depois de aparecer "bem" nas pesquisas, despontando como o primeiro colocado, interessou-se pela possibilidade de concorrer o mais rápido possível à presidência. Então quis saber de Renan qual a real chance dessa ser convocada. Contra a ideia do petista está Michel Temer. Ele falou publicamente nesta terça que a convocação eleitoral seria um "golpe", fazendo discurso parecido com o que Dilma tem usado para se defender do processo de impeachment. 

Quem também não quer saber de chamar um novo pleito é Eduardo Cunha, que preside a Câmara dos deputados. Segundo informações da Folha de São Paulo, aliados de Renan Calheiros teriam comunicado que a fala de Lula foi muito realista, não acreditando mais na salvação da primeira mulher a virar presidente no país.

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A votação pelo afastamento de Rousseff deve acontecer no dia 11 de maio. 

Calheiros teria proposto uma solução viável, aproveitar as eleições municipais de outubro para fazer um plebiscito, no qual os brasileiros votariam se querem ou não um novo presidente. Esse pleito de plebiscito pode ser convocado em até 60 dias. No entanto, a eleição de fato só ocorreria mesmo no ano que vem. Enquanto isso, Michel Temer faria o chamado governo "tampão".