“Se você sobreviver a esse processo, vai ter de mudar a política econômica em uma semana, ou então é melhor renunciar", essa frase no mínimo inusitada teria sido um conselho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à sua companheira política Dilma Rousseff. As informações foram publicadas neste sábado, 09, pelo site da Revista Veja. De acordo com a publicação, o puxão de orelha de #Lula foi dado recentemente, quando o líder do Partido dos Trabalhadores, o PT, em um hotel de Brasília, onde está hospedado desde que a justiça impediu que ele fosse empossado no cargo de Ministro da Casa Civil. 

Apesar de não ser Ministro, o ex-presidente tenta ajudar Dilma nesse momento difícil.

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Ele conversa com líderes políticos, deputados e tenta reverter o jogo. De acordo com informações do colunista Gerson Camarotti, do G1, ainda faltam pelo menos 20 deputados para que o processo de #Impeachment de Dilma passe pela Câmara dos deputados. São necessários mais de dois terços dos parlamentares para que o documento que prevê o impedimento da líder petista seja enviado ao Senado. Lá, caso mais da metade dos senadores concorde com os argumentos do processo, Dilma fica impossibilitada de governar por 180 dias. Já se mais de 60% concordarem com o impeachment, ela é deposta. 

No último processo de impeachment que ocorreu no Brasil, em 1992, faltando horas para a votação, Fernando Collor decidiu renunciar ao governo. Como já havia passado da metade do governo, quem governou foi o vice-presidente até o fim do mandato.

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No caso de Dilma, como o seu segundo mandato ainda não chegou ao meio, seriam convocadas novas eleições em até 90 dias. Isso não significa que o pleito ocorrerá automaticamente nesse tempo, mas sim que as eleições serão marcadas nesse período. 

Além de Dilma, quem também pode ter que responder a um processo de impedimento é o seu vice, Michel Temer. O STF decidiu que Eduardo Cunha deveria analisar um pedido feito ainda no ano passado, no qual Temer, assim como no atual documento contra Rousseff, é acusado de ter dado as pedaladas fiscais, o que poderia ser enquadrado no crime de responsabilidade fiscal. Eduardo Cunha ameaçou abrir outros nove processos de impeachment contra a presidente, caso a decisão do Supremo Tribunal Federal seja mantida. O governo agora tenta reverter isso.  #Dilma Rousseff