Essa semana pode ser decisiva para Luís Inácio Lula da Silva. O petista será acusado por envolvimento com o esquema criminoso que gerou corrupção e lavagem de dinheiro da empresa nacional de petróleo, Petrobras.

A decisão foi tomada pelos investigadores da Operação Lava Jato que concluíram que já existem elementos suficientes para colocar o político no banco dos réus.

Essa será a primeira de três acusações formais que #Lula deve responder em decorrência das investigações da PF. Considerada a mais ‘robusta’ das três pelos investigadores, a denúncia consiste no famoso sítio localizado no interior de São Paulo, que segundo as investigações, foi comprado e reformado com recursos do esquema de lavagem de dinheiro da estatal.

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Lula ou sua assessoria não se pronunciaram sobre o assunto, mas ao ser procurado, a defesa do petista afirmou que já existem documentos entregues que comprovam que o sítio foi adquirido por Bittar e Suassuna, bem como foram os mesmos que o reformaram. A propriedade era usada para convívio e descanso de ambas as famílias.

Já a PF sustenta que Jacó Bittar e Suassuna foram apenas laranjas para a compra do sítio, avaliado em um milhão e meio de reais. Embora a propriedade tenha sido registrada em nome de ambos, a buscas realizadas no sítio Santa Barbara há algumas semanas fez com que os agentes da Polícia Federal encontrassem um contrato em nome de Lula e sua esposa Marisa. Os dois documentos serão confrontados no processo e já foram anexados à peça.

O Supremo deverá julgar se Lula poderá ser ministro da Casa Civil ou não.

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Se aprovar, Lula gozará de algumas imunidades provenientes do cargo, entretanto, se a acusação for feita antes do julgamento do supremo, a tendência é que nada faça os ministros acatarem a nomeação de Lula, pois isso atrapalharia o cumprimento da justiça e pareceria que o político estivesse sendo blindado.

Pelo sim ou pelo não, o Supremo decide ainda se Lula será denunciado pelo PGR ou se seu destino será colocado definitivamente nas mãos de Sérgio Moro. A acusação e decisão do STF pode acarretar em um novo pedido de prisão do petista em breve. #Lava Jato #Crise-de-governo