O procurador-geral da República Rodrigo Janot jogou nesta quinta-feira, 07, um balde de água fria em cima do governo da presidente Dilma Rousseff, deixando o caminho para a oposição mais fácil. Pela primeira, a procuradoria disse que o governo de Dilma tentou atrapalhar as investigações da Lava Jato. Além disso, o parece de Janot é para que o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva não assuma o Ministério da Casa Civil. Lula ficou empossado por menos de uma hora, mas depois de decisões judiciais perdeu o cargo. 

Para o jornalista político Kennedy Alencar e também para outros interlocutores do governo e da oposição, caso o #Impeachment da presidente não passe na Câmara dos deputados, Lula passaria a na prática comandar o governo.

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Ele já vem tentando conter a crise política, ficando baseado em Brasília e conversando com deputados de vários partidos na tentativa de convencimento de não votarem contra Dilma. 

O parecer de Janot deixou muitos deputados que já tinham acertado com o governo ressabiados. Afinal, mesmo que o impedimento fique barrado, as acusações contra o governo federal são seríssimas. Segundo a coluna Painel da 'Folha de São Paulo', mesmo que o impeachment não passe dessa vez, Eduardo Cunha estaria disposto a analisar outros nove pedidos de "barramento" no governo da líder petista, um deles foi fundamentado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). 

A saída para os governistas caso o processo de Dilma caia será mostrar um gesto muito grande de benevolência. Muita gente acredita que uma PEC poderia ser discutida, tentando convocar novas eleições gerais, o que pela lei precisa ser feito em até 90 dias.

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Como as eleições para prefeito e vereador estão marcadas para outubro, tecnicamente não seria tão complicado e caro refazer o sistema eleitoral. Em compensação, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já disse que não tem condições de fazer duas eleições neste ano. 

Já se o impeachment passar, o Partido dos Trabalhadores será oposição e tentará derrubar Michel Temer, Cunha e companhia.  #Dilma Rousseff