Se a votação do impeachment no Senado fosse realizada até esta quarta-feira, 13, o processo de impedimento contra a presidente da república Dilma Rousseff seria aprovado com a margem de um voto. A informação foi confirmada através de um levantamento feito pelo jornal O Estado de São Paulo. Até o momento, dos 81 Senadores da instituição, 42 são a favor do processo e 17 são contra. 22 deram outras respostas. Como o de indecisos, que somam dez votos até o momento.

Para que Dilma seja afastada são necessários 41 votos, ou seja, pouco mais de 50% do total do Congresso Nacional. Se apenas 40 Senadores votarem pelo processo, a presidente continua a governar.

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Do contrário, ela é afastada por 180 dias. Depois desse período, uma nova votação acontece e os Senadores votam novamente. Se mais de dois terços forem contra ela, Dilma é deposta. Ou seja, caso 54 senadores aprovarem a deposição, Rousseff sai definitivamente do governo. 

A decisão já era esperada por interlocutores do Palácio do Planalto, que tentam ainda a briga do tudo ou nada na Câmara, mas a situação da líder petista tem ficado a cada dia mais difícil. Também segundo o Estadão, até o momento 309 deputados confirmaram que serão favoráveis ao impedimento. Para que ele passe, o número precisa ser de 342. No entanto, existem 78 parlamentares que não quiseram responder seu voto ou então se dizem indecisos. Só nas últimas 24 horas o número de nomes contra a petista aumentou em 10, enquanto os favoráveis à ela permanecem os mesmos.

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No dia 05 de abril, por exemplo, eram 234 deputados contra, 110 a favor e 113 que não responderam ou estavam indecisos. Esse número subiu em 16 para o governo em uma semana, indo para 126, mas cresceu exorbitantemente para a oposição, que conseguiu 75 políticos favoráveis à sua ideia. 

Agora, se todos votarem como estão dizendo que o farão, ainda faltam 33 votos para o processo contra Dilma passar na Câmara, pouco menos da metade dos nomes que ainda não disseram que posição irão tomar nesse momento tão importante do país.  #Lula #Dilma Rousseff #Impeachment