Nesta quinta-feira (31) milhares de manifestantes retornaram às ruas para protestar contra o #Impeachment da presidente Dilma Rousseff. A data escolhida, 31 de março, possui um simbolismo próprio por tratar-se do dia em que, há 52 anos, foi deflagrado o Golpe Militar no Brasil. Assim, parte da intenção da organização foi associar o golpe operado em 1964 com a tentativa de golpe que afirmam se gestar no momento atual contra o governo petista diante do processo de impeachment.

Brasília e São Paulo

Na capital federal a movimentação começou ainda pela manhã com vários manifestantes que chegaram nos ônibus dos movimentos sociais ao Estádio Nacional de Brasília para participar do ato anti-impeachment.

Publicidade
Publicidade

A passeata se estendeu do estádio para a frente do Congresso Nacional, onde políticos, militantes, intelectuais e artistas se pronunciaram para multidão em defesa da presidente Dilma e no ataque às figuras do vice-presidente Michel Temer e do presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha. O ex-presidente Lula deveria estar presente no ato, mas acabou desistindo de participar em cima da hora. Segundo os organizadores da passeata, cerca de 200 mil pessoas participaram do movimento em Brasília. Para a PM local foram 50 mil.   

Em São Paulo, principal reduto do Partido dos Trabalhadores e também do movimento a favor do impeachment, manifestantes se reuniram na Praça da Sé, centro da cidade, em substituição à Avenida Paulista. A mudança de local também se explica pelo simbolismo, já que foi nessa mesma praça que, em 1984, ocorreu um importante ato em favor da retomada da democracia, no movimento que ficou conhecido como Diretas Já.

Publicidade

O presidente do PT, Rui Falcão, esteve presente no protesto, que contou com o discurso de lideranças sindicais e políticas em carros de som e a forte presença de movimentos sociais. De acordo com a organização, cerca de 60 mil manifestantes estiveram no local. Já a Polícia Militar afirma que no ápice do evento, às 19 horas, havia 18 mil pessoas na praça. Pelo Instituto Datafolha, 40 mil estiveram presentes.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro um palco foi montado no Largo da Carioca, centro da cidade, para o ato contra o Golpe e teve a participação de 50 mil militantes, segundos os organizadores. Por lá, o destaque foi a participação de diversos artistas e intelectuais que discursaram para o público presente em oposição ao impeachment.

Entre os oradores da #Manifestação o principal nome foi o do cantor e escritor Chico Buarque, bastante associado ao Partido dos Trabalhadores e vítima de atos mais exaltados de opositores do Governo. Em sua fala, o artista reforçou a integridade da presidente Dilma Rousseff, atacou aqueles que desejam tirá-la do poder e afirmou: “Não, de novo não”, em alusão ao que ocorreu em 1964.

Publicidade

Segundo apuração do site de notícias G1, os atos aconteceram em ao menos 75 cidades de todo o País. No total, de acordo com os números apresentados pela Polícia Militar, 159 mil manifestantes participaram da mobilização. Já pela estimativa da organização do movimento o número total teria sido 824 mil.

Se comparados com os das manifestações no dia 18 de março, os números atuais indicam uma diminuição na participação de pessoas e um aumento na quantidade de cidades participantes. Na mobilização anterior houve a participação de 54 cidades e 1,3 milhão de pessoas, segundo a organização, e 245 mil, segundo a PM.