O médico dermatologista Linton Wallis Figueiredo Souza foi preso, na tarde de ontem (06), na cidade de Montes Claros, que fica no norte de Minas Gerais, acusado de estuprar duas pacientes, uma de 21 e outra de 23 anos. 

O mandado de prisão foi expedido pelo juiz Isaías Veloso e teve como base laudos da investigação e ainda o testemunho de duas possíveis vítimas. Na tarde de ontem, o dermatologista foi levado até a Delegacia da Mulher para prestar seu depoimento. Linton permaneceu por mais de 3 horas na delegacia, e negou qualquer acusação, alegando que é necessária a realização de exames nas partes íntimas, para que se possa verificar a questão hormonal da paciente.

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Após prestar depoimento, ele foi encaminhado para o presídio da cidade. A previsão é de que o médico permaneça preso por 30 dias, até que as investigações estejam concluídas.

Uma das vítimas teria sido abusada no dia 17 de março, na clínica onde o médico dermatologista faz atendimento. A vítima disse que teria procurado a clínica para fazer um procedimento estético em seu rosto. Mas, durante a consulta, o médico teria receitado um remédio que a fez dormir por 18 horas.

A vítima teria sido levada para casa por uma prima. Quando acordou, no dia seguinte, ela disse que sentiu um desconforto na região vaginal. Ao procurar sua ginecologista, a mesma teria lhe aconselhado para procurar a polícia e assim relatar o caso.

De acordo com a delegada responsável, Carine Costa Maia, outra vítima já teria ido até a delegacia e prestará depoimento na próxima quinta-feira (07).

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A expectativa da delegada é de que outras vítimas procurem a delegacia e, assim, o caso possa ser elucidado e a justiça possa ser feita.

O Conselho Regional de Medicina ainda não recebeu a denúncia. Mas, segundo Itagiba de Castro Filho, conselheiro do CRM, recebendo ou não a denúncia, seja por parte da paciente ou pela polícia, o órgão irá abrir uma sindicância para que se possa apurar a infração do profissional. Ainda, segundo Itagiba, esse tipo de denúncia é extremamente grave, e que esse caso passará por uma apuração rigorosa. Se for comprovado que o dermatologista realmente cometeu o #Crime, além de várias penalidades, ele também poderá perder o seu registro profissional. #Investigação Criminal #Casos de polícia