O Mercosul não deve aceitar a tese de punir o Brasil por conta do processo de #Impeachment da presidente Dilma Rousseff. A informação foi publicada nesta segunda-feira, 25, pelo jornal O Globo. Na sexta-feira, 22, a representante do Partido dos Trabalhadores (PT) disse que poderia invocar um cláusula democrática do Mercosul, caso o seu processo de impedimento tiver prosseguimento no Senado Federal. Além do Mercosul, Dilma anunciou que apelaria para a Unasul. Segundo O Globo, o pedido de sanção será rejeitado. Isso porque os dois maiores países do grupo da Mercosul depois do Brasil, Argentina e Paraguai não apoiam punir o Brasil por acreditarem que o impeachment de Dilma está seguindo a constituição brasileira.

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O Uruguai ainda não decidiu qual será sua resposta no caso. O único do grupo que concorda com a tese de golpe é justamente o país mais de esquerda, a Venezuela. 

Com isso, ainda segundo o jornal, o Palácio do Planalto deve adotar outras estratégias, reivindicando indiretamente a suspensão do país do grupo. A ideia é que a Venezuela faça isso. No entanto, apenas com todos os países votando pela sanção, ela realmente aconteceria. A cláusula prevê que se um único país for conta, a punição não acontece. Se a sanção por para a frente, o Brasil poderia ser excluído de acordos econômicos de longa data, que ajudam o nosso país e os que fazem parte do grupo a movimentar a economia.

Neste fim de semana, representantes brasileiros se reuniram também com os da Unasul, que por enquanto também não quis sequer publicar uma nota de repúdio sobre o processo de impeachment no Brasil.

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A interpretação é de que o discurso de golpe não colou e que ninguém quer comprometer a própria economia por problemas políticos alheios, especialmente porque a saída de Dilma virou uma questão iminente, quase consensual entre todos os líderes do bloco. Ainda que ela permanecesse no governo, não caiu bem uma presidente pedir que seu próprio país fosse punido. A oposição chamou a atitude de horrorosa e delirante.  #PT #Dilma Rousseff