O Ministro da Saúde Marcelo Castro decidiu pedir demissão do seu cargo no governo da presidente Dilma Rousseff nesta quarta-feira, 27. Deputado Federal pelo PMDB do Piauí, ele deve retornar ao cargo em breve. Castro assumiu a pasta em outubro do ano passado e abandona Dilma em meio ao processo de #Impeachment, que agora está no Senado. Ele também enfrentou doenças que assolaram o país, como o Zika Vírus e o H1N1. Castro não explicou ainda porque está deixando o governo, mas além dele, nas últimas semanas, outros cinco nomes do PMDB abandonaram Ministérios depois do partido anunciar publicamente que seria a favor do impeachment.

Um deles foi Celso Pansera, deputado federal que virou Ministro da Ciência e Tecnologia.

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Nesta terça-feira, 26, a presidente #Dilma Rousseff teve uma reunião com movimentos sociais, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem-terra (MST). Eles pediram mais participação no governo e nos ministérios nessa reta final. A presidente disse que iria pensar nas propostas. Os movimentos pediram ainda mais dinheiro para projetos sociais, como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida, além da aceleração da Reforma Agrária. 

Segundo a Folha de São Paulo, a líder petista já vê sua saída do governo como inevitável. A votação no Senado que votará pela sua saída está prevista para o dia 11 de maio. Até lá, Dilma deve fazer um verdadeiro movimento de limpeza nas gavetas do governo, não deixando nenhum projeto idealizado por ela nas mãos de Michel Temer, que assume o governo no caso da confirmação de seu afastamento.

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Fora do governo, Dilma deve batalhar fortemente para não ser deposta. Ela analisa ainda se brigará também pela convocação de novas eleições, fato que pode beneficiar o seu maior aliado político, o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva. Nesta terça-feira, 26, Lula reuniu-se com o presidente do Senado Renan Calheiros, com quem conversou sobre a possibilidade de novas eleições. Renan acredita que uma PEC não deve passar no Senado.