O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal) detonou uma possível estratégia do governo da presidente Dilma Rousseff e tentar levar o resultado do processo de #Impeachment para a mais alta suprema corte do país. De acordo com o que ele disse nesta segunda-feira, 18, em um evento voltado para juristas em São Paulo, existe a expectativa para que haja alguma "judicialização" do transcorrer das investigações e votações do processo de impedimento da líder petista. 

A opinião foi manifestada depois que Gilmar foi perguntado sobre o que aconteceria se Dilma tentasse barrar o processo contra ela na justiça. Mendes então mostrou que não estava muito preocupado com essa possibilidade, mas fez questão de dizer que tudo é possível e que essa chance também existe.

Publicidade
Publicidade

O advogado-geral da união, José Eduardo Cardozo, também não descarta a hipótese. Nesta segunda, o documento elaborado na Câmara dos deputados e votado neste domingo, 17, foi recebido pelo Senado, que na próxima terça-feira, 26, anunciará qual será o cronograma para a primeira parte da votação no Senado. 

"Em geral, não são liminares que salvam governos que não podem ser salvos", comparou Gilmar ao fazer um panorama entre o atual processo contra Dilma e o que aconteceu no Brasil em 1992, quando o ex-presidente Fernando Collor de Mello também perdeu na Câmara. No caso de Collor, ele não esperou a votação do Senado para sair do posto, preferindo renunciar ao cargo. Anos depois, no STF, ele provou que não cometeu os crimes de que era acusado, ainda assim ficou inelegível por oito anos. 

De acordo com Gilmar, no processo contra Collor também houve muita judicialização e que agora os advogados de ambos os lados também tentam ganhar a briga na justiça.

Publicidade

A fala mostro uma tentativa do Ministro de ser isento com sua opinião. Caso o impedimento de Rousseff passe pelo Senado, ela ainda pode recorrer ao STF. Considerando essa alternativa, seria pouco provável que o tribunal vote a favor de Rousseff. Isso porque a constituição brasileira prevê a separação dos poderes e por mais que Dilma diga que é um "golpe" que acontece no país, todas as etapas previstas na legislação federal estão sendo seguidas.  #Dilma Rousseff #Crise-de-governo