A tese de golpe utilizada pela presidente da república Dilma Rousseff não tem desagradado só à uma parcela da população brasileira, como também aos principais juristas do país. Nesta quarta-feira, 21, três Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) mostraram-se contrários aos argumentos da líder petista: Celso de Mello, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. O último deles detonou o discurso do golpe, dizendo que ele é uma "ofensa às instituições brasileiras". De acordo com Toffoli, a tese de Rousseff é tão ruim que contradiz sua própria defesa. Ele diz isso porque lembra o caminho do processo de #Impeachment. Depois de ser aprovado na Câmara dos deputados, o processo agora e´analisado pelo Senado.

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Dilma ainda poderá recorrer ao STF, caso seja afastada por 180 dias ou deposta. Ou seja, como ela poderá recorrer à mais alta corte do país se não acredita que essa esteja cumprindo a lei? 

O Ministro lembrou que o discurso de Dilma pode pegar mal até mesmo no exterior, passando uma imagem ruim de nosso país. A fala do representante do STF foi dada ao 'Jornal Nacional', da TV Globo. À reportagem, ele disse que Rousseff deveria se preocupar mais em construir um defesa responsável, levando sempre uma boa imagem do Brasil para o planeta. O jurista disse também que nosso país tem uma democracia extremamente sólida e que a prova disso é que até o momento todos os trâmites de acusação, defesa, votações e prazos estão sendo seguidos. 

Nesta quinta-feira, 21, pela manhã, a presidente viajou para Nova York, nos Estados Unidos.

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Com isso, Michel Temer passou a ser presidente interino. É a primeira vez desde que a Comissão do impeachment aprovou seu prosseguimento e a votação na Câmara que isso acontece. Existe a expectativa para que a companheira  política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva use o espaço da Organização das Nações Unidos como vitrine para dizer que está realmente acontecendo um "golpe" no Brasil. Para o jornalista Kennedy Alencar, da CBN, essa seria uma estratégia do Partido dos Trabalhadores (PT) para o futuro, especialmente se o novo governo não conseguir fazer o "milagre" esperado de forma tão rápida.  #Dilma Rousseff #Crise-de-governo