Nesta quarta-feira, 20, o Ministro mais antigo do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, decidiu rebater as acusações da presidente da república Dilma Rousseff que tem chamado o seu processo de #Impeachment de um golpe de estado. Atualmente, o processo contra ela já está no Senado e só chegou lá depois que a líder petista teve uma contundente derrota na Câmara dos Deputados no último domingo, 17. O Ministro chamou a avaliação de Dilma de grave equívoco, como reporta a Folha de São Paulo em uma matéria publicada nesta quarta. Segundo Celso de Mello, chamar impeachment de golpe é uma avaliação extremamente pessoal de Dilma e que está sendo usada por ela para tentar se defender. 

Além disso, Celso de Mello vê com estranheza informações que dão conta que a presidente fará um discurso na Organização das Nações Unidas (ONU) dizendo que existe a tentativa da oposição e de seu vice, Michel Temer, de realizar um golpe no Brasil. "É um gravíssimo equívoco falar-se em golpe", explicou o magistrado da mais alta corte jurídica do Brasil.

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Segundo o Ministro, está mais do que claro que essa é a estratégia de defesa de Rousseff, mas que o Supremo já julgou o caso e determinou como deveria ser o rito da sua investigação e da votação no impeachment. 

O Ministro garantiu ainda que não existe nem golpe jurídico, nem parlamentar e que o procedimento previsto da constituição brasileira está sendo seguido à risca. Segundo o representante do Supremo Tribunal Federal, ele e seus colegas entenderam que existem sim elementos para que o processo de impeachment seja julgado, tanto na Câmara, como já ocorreu, e agora no Senado. Ele voltou a dizer que a Câmara cumpriu com exatidão o que é previsto em lei" Esse procedimento mostra-se plenamente compatível com o itinerário que a Constituição traça a esse respeito", disse o Ministro. 

O representante do STF diz que a imagem política de Dilma está desgastada, mas que ainda é a maior representante do país, por isso, ela exerce seu direito de ir em uma reunião com líderes mundiais, como a que acontecerá em Nova York, nos Estados Unidos.

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Informações dão conta de que Rousseff aproveitará a viagem ao exterior para tentar conseguir aliados políticos e de que pode até discursar contra o que chama de "golpe".  #Dilma Rousseff