A ex-amante de Fernando Henrique Cardoso, a jornalista Mirian Dutra, em depoimento à Polícia Federal na tarde desta sexta-feira (9), preferiu mudar a versão do seu depoimento a respeito de onde vinham os pagamentos que eram feitos por FHC quando ela morava fora do Brasil. No depoimento em fevereiro deste ano, ela  contou que tinha se valido de um "contrato fictício" com a Brasif.

A Brasif é uma empresa de importação e exportação que trabalha com lojas de duty-free que são abertas em aeroportos. Mirian Dutra recebeu mensalmente o valor de US$ 3 mil no período de dezembro de 2002 a dezembro de 2006.

Fernando Henrique Cardoso assumiu o filho com a jornalista em 2009, sendo que Tomas Dutra Schmidt hoje tem 24 anos.

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Só que algum tempo depois foi feito dois testes de DNA e em ambos ficou confirmado que o rapaz não era filho de FHC, entretanto, o ex-presidente optou por mantê-lo registrado como seu filho.

Só que no depoimento de ontem, Mirian Dutra deu uma nova versão. A jornalista desta vez contou que os 3 mil dólares repassados por FHC foram enviados de duas formas, primeiro através da entrega do dinheiro e depois através de depósito em conta bancária. Este dinheiro, ainda de acordo com Mirian, era para o custeio do rapaz. O advogado da jornalista informou à Polícia Federal que até hoje o ex-presidente Fernando Henrique está pagando os estudos do jovem e que atualmente o dinheiro é depositado diretamente na conta de Tomas.

Quando Mirian Dutra foi questionada sobre o contrato fictício que manteve com a Brasif, ela apenas disse que por mais de 3 décadas foi funcionária da Globo, só deixou o emprego em dezembro do ano passado, que sempre viveu de sua própria renda e que todo o dinheiro enviado por FHC era destinado à educação do filho.

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Só que a Folha de São Paulo apresentou um contrato assinado por Mirian Dutra, em 2002. Este contrato era com a Eurotrade, empresa que estava diretamente ligada à Brasif. Nesta ocasião, ela recebeu 3 mil dólares por serviços prestados, relacionados ao acompanhamento do mercado destinado à vendas a turistas. Mas a jornalista garantiu que nunca foi a uma duty-free para prestar qualquer tipo de serviço. #Corrupção #Investigação Criminal #Crise no Brasil