Aliados do ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva disseram à Revista Época que nem ele mesmo acredita mais na vitória da presidente Dilma Rousseff no processo de impeachment, cuja votação na Câmara dos deputados acontece neste domingo, 13. Segundo um levantamento do jornal O Estadão, faltariam apenas 17 parlamentares para que o projeto passe até o Senado. Mais de 60 não responderam ou não foram encontrados para dar sua opinião. Já é vislumbrando a votação no Senado que Lula teria decidido se afastar do presidente da entidade, o Senador Renan Calheiros.

Em reportagem da Época desta quarta-feira, 13, estava informado que os dois não se falavam mais de de 15 dias.

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A informação teria sido repassada ao site da revista por interlocutores do PMDB, partido de Renan Calheiros. Até então, a posição de Renan tinha sido de apoio à Dilma, mas nos últimos dias ele preferiu não se manifestar, mostrando assim que poderia mudar de opinião.

Calheiros era o principal fiador de Rousseff no Senado. Segundo a própria presidente em entrevista dada a jornalistas, caso ela perca na votação da Câmara, ela será "carta fora do baralho". Para que seu afastamento seja aprovado no Senado são necessários mais de 50% do Congresso Nacional, ou então 41 votos. Segundo o site do Estadão, pelo menos 42 congressistas já teriam confirmado que o #Impeachment vai passar sim pela casa. 

O afastamento de Lula e de Renan também demonstraria que nem ele acredita mais na vitória de Dilma e que estaria diminuindo o esforço para tentar reverter a situação.

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O impeachment já é visto como inevitável. O ex-presidente já discute com interlocutores a possibilidade de se convocar novas eleições gerais, mas isso só poderia acontecer por meio de uma PEC, uma Proposta de Emenda à Constituição. Vendo que o empenho de Lula teria diminuído, Renan estaria mais perto de Michel Temer e de seu partido. Aliás, com Dilma caindo, ele é um dos que entram na linha sucessória da petista, assim como Eduardo Cunha, que preside a Câmara dos deputados. 

Caso Dilma perca no Senado, ela será afastada por 180 dias, quando acontecerá uma nova votação, que decidirá se ela fica ou não no poder.  #Dilma Rousseff