Nesta quinta-feira, 28, o argentino Adolfo Pérez Esquível, vencedor do Prêmio Nobel da Paz do ano de 1980, teve a oportunidade de fazer uma breve fala no Senado Federal. Ele deveria apenas fazer uma espécie de anunciação, saudando o trabalho dos congressistas. No entanto, durante pouco mais de dois minutos o argentino disse que estava muito preocupado com o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, dizendo que por aqui estavam sendo usados argumentos parecidos com o que houve em Honduras e no Paraguai e chamando o impedimento de "golpe".

Sim, o Nobel da Paz, esteve no Senado, com congressistas que analisam o processo de impedimento, baseado na constituição e disse que era um golpe.

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Inevitavelmente, o que se viu foi uma "guerra" em forma de bate boca. Até mesmo nomes do Partido dos Trabalhadores (PT) pareciam incomodados com a situação. O incômodo foi ainda maior pois horas antes o argentino se reuniu com a presidente Dilma no Palácio do Planalto. O encontro repercutiu em toda a imprensa nacional. Até a presidente compartilhou uma notícia na qual o Nobel chamava seu #Impeachment de golpe. 

O Senador Cristóvão Buarque lembrou que Adolfo era respeitado em todo mundo, mas que na Argentina iam dizer que ele sofreu um "golpe" de Dilma. Ele ainda lembrou que impeachment era tão golpe de estado quanto o Brasil era uma pátria educadora, argumentando que essa palavra estava sendo apenas usada por Dilma como uma espécie de slogan para de defender. Ele ainda lamentou o fato de não ter conseguido conversar com o Prêmio Nobel antes dele fazer o discurso. 

A previsão é que até o dia 11 de maio ocorra a votação no Senado, que definirá se a companheira política de Luiz Inácio #Lula da Silva deve ou não ser afastada.

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Para que isso ocorra é necessário metade mais um dos Senadores, ou seja, 41 dos 81 congressistas. O PT e Lula já trabalham com a hipótese de que a votação seja contra a petista e agora já começam conversas para tentarem adiantar novas eleições presidenciais. Dilma deve discutir o tema com movimentos sociais.  #Dilma Rousseff