Apontado como candidato à presidência nas próximas eleições, o polêmico deputado  Jair Bolsonaro (PSC-RJ) deu o que falar mais uma vez, por ocasião  da votação pela continuidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, no último domingo (17).

Em seu discurso, Bolsonaro alfinetou a presidente #Dilma Rousseff ao citar - e como se não bastasse a citação, ainda homenagear - o coronel Brilhante Ustra, um militar reconhecido pela Justiça como torturador e, um dos torturadores de Dilma, na época da ditadura.

Essa "homenagem" feita por Bolsonaro na Câmara, lhe rendeu pedidos de cassação e notas de repúdio, mas fez crescer a "popularidade" de Ustra - prova disso é uma página da rede social Facebook, relacionada ao chefe do DOI-Codi (órgão que era responsável pela repressão a quem se opunha à ditadura), que cresceu mais de 3.000 % do domingo da votação até o início da noite de quarta-feira (20).

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Além disso, mais 4 páginas em homenagem ao torturador foram criadas na rede social.

De acordo com dados da Comissão Nacional da Verdade, 500 pessoas foram torturadas e 50 assassinadas ou desaparecidas, sob o comando de Brilhante Ustra no DOI-Codi, entre os anos de 190 e 1974.

Homenagem reincidente e referências à ditadura

Engana-se quem pensa essa foi a primeira vez que Bolsonaro cita e elogia o coronel Ustra, bem como faz referências à época da ditadura.  Em 2008 ele deu talvez a mais "pesada" das declarações sobre a ditadura: "O erro da ditadura foi torturar e não matar", disse o parlamentar.

Já em outubro do ano passado, na data de aniversário de morte do coronel, Bolsonaro foi à tribuna e o homenageou, citando-o como herói: "Um herói que desde jovem esteve na linha de frente do combate à guerrilha em nosso país" disse ele, e continuou: "Enfrentou maus brasileiros, verdadeiros doentes mentais [...]treinados por Fidel Castro [...] que tentaram aqui implantar a ditadura do proletariado".

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Nas redes sociais, os fãs de Ustra desfiam elogios sobre a sua conduta e o apontam como exemplo de honestidade e valor ético e moral.

As palavras de Bolsonaro fizeram com que a OAB do Rio de Janeiro anunciasse o pedido de cassação do mandato do parlamentar ao Supremo Tribunal Federal. Por outro lado, encontrou apoio, como do vereador Professor Galdino (PSDB), que teria dito que se a presidente pode enaltecer Fidel Castro, por que o parlamentar não poderia enaltecer o coronel Ustra?

E o leitor, o que acha disso? Esse assunto certamente gera um bom debate - deixe a sua opinião nos comentários! #Impeachment