Neste fim de semana, a Revista 'Isto É' traz detalhes de delações premiadas que podem complicar a vida do ex-presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva. Após o impeachment ter passado na Câmara dos deputados, novos depoimentos foram dados aos agentes federais sobre o 'Petrolão'. Na segunda-feira, 18, Nestor Cerveró, que dirigiu a Petrobrás disse que só tinha galgado o cargo de diretor devido à gratidão de #Lula, que estaria muito satisfeito com estratégias corruptas utilizadas na maior estatal brasileira. Uma dessas estratégia foi um empréstimo de R$ 12 milhões realizado ao empresário José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente. De acordo com Cerveró, o dinheiro foi utilizado para pagar dívidas do Partido dos Trabalhadores (PT).

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De acordo com outro delator, Diego Ferreira, braço-direito do Senador Delcídio do Amaral, Lula tentou organizar uma artimanha que impedisse Cerveró de contar tudo o que sabe, comprando o silêncio do líder do Petrobrás. Ao todo, três pagamentos teriam sido realizados para parentes ligados ao ex-diretor. Existia até a possibilidade de fazer o diretor fugir do Brasil. Quem organizou tudo isso foi o então líder do governo no Senado, Delcídio. Gravações foram entregues às autoridades pelo filho de Cerveró. Os áudios comprovam que o político tentou fazer negociatas para evitar as delações comprometedoras. 

Quem também confirmou em sua delação que Lula tentou de alguma forma deixar calado o ex-diretor foi o próprio Delcídio. Nessa semana, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou que as citações do Senador sobre o ex-presidente, sua aliada Dilma Rousseff e atual vice-presidente, Michel Temer, estivessem no inquérito principal da Lava Jato, maior investigação criminal já realizada na história brasileira. 

Um laudo da Polícia Federal indica que o dinheiro da propina utilizado pela Andrade Gutierrez estaria ligado com empresas e entidades ligadas a Lula.

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Ao todo, seriam R$ 3,6 milhões que chegaram nas contas dos órgãos com ligação ao ex-presidente no período de três anos. A maior parte do dinheiro chegou através de doações. A defesa do político nega que ele soubesse que o dinheiro recebido pelo seu instituto possa ter vindo de propina da Petrobrás. O aliado de Dilma já foi chamado duas vezes para depôr a agentes federais, uma delas de forma coercitiva.  #Crise-de-governo