No início da tarde desta segunda-feira, 11, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, a OAB, decidiu de forma unânime, que José Dirceu tivesse sua carteira de advogado cassada. Dessa forma, ele não pode ficar a frente de nenhum processo carregando o nome a OAB. Ao todo, foram 22 votos que tiraram a inscrição da personalidade petista da Ordem advogados. O processo teve relatoria de Flávio Zveiter, relator da organização. O amigo pessoal do ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva tentou recorrer da decisão depois da primeira liminar contra ele, que ocorreu ainda em agosto e que foi tomada pela OAB de São Paulo.

Naquela oportunidade, os argumentos utilizados foram que José Dirceu não tinha mais qualquer idoneidade moral para carregar o nome da instituição.

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A decisão ocorreu depois que o aliado de Dilma Rousseff foi condenado e preso por conta de sua condenação em um grande esquema de corrupção, o Mensalão. De acordo com informações do colunista Lauro Jardim, de 'O Globo', não cabe recurso à decisão. 

É bom lembrar que recentemente a Ordem dos Advogados do Brasil entrou com um novo pedido de #Impeachment contra a presidente da república #Dilma Rousseff. Esse, no entanto, até agora não foi analisado pelo presidente da Câmara dos deputados Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro. Na semana passada, Cunha ameaçou abrir dos os pedidos de impedimento contra a líder política do país, caso o Supremo Tribunal Federal (STF) continuasse a insistir que ele deveria analisar o impeachment contra o vice-presidente, Michel Temer, que pertence a seu partido. 

O governo tem evitado que a decisão seja tomada, conversando com seus interlocutores.

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Por enquanto, a votação contra Dilma deve acontecer na Câmara no próximo dia 17, um domingo. O resultado ainda é visto com incerteza. De acordo com o site do Estadão, até o momento, 292 deputados confirmaram que são contra o processo. Ao todo, são necessário 342 votos para que o impedimento seja enviado ao Senado. No entanto, mais de 100 parlamentares ainda não se posicionou sobre no que irá votar.