A Organização das Nações Unidas (#ONU) voltou a falar nesta terça-feira, 12, sobre a crise que passa o Brasil. O recado de uma das mais importantes instituições do planeta é visto como um puxão de orelha no governo de Dilma Rousseff, mas também na oposição. A organização criada ainda no clima da segunda guerra mundial, em 1945, pede que haja paz no Brasil e que não haja o que chamou de confronto social. 

Além disso, a ONU falou ainda que é necessário respeitar os princípios estabelecidos em nossa democracia durante todo o processo. Apesar de não citar diretamente o impeachment da líder do Partido dos Trabalhadores (PT), a organização solicitou que os dois lados desse confronto respeitem o judiciário.

Publicidade
Publicidade

À mídia internacional, a presidente Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamam a ação prevista na constituição como um "golpe". Além disso, eles falam que a deposição de Rousseff criaria um clima de instabilidade política no país. 

A entidade internacional disse que acompanha de perto tudo o que está acontecendo por aqui. É a segunda vez que ela se manifesta sobre a crise política nas terras tupiniquins. A primeira aconteceu depois do órgão não enviar nenhum alerta ao país nos últimos mais de dez anos. De acordo com a ONU, o movimento de crise parece que não perde força e isso causa uma preocupação internacional. No primeiro comunicado, emitido no mês passado, uma das siglas mais conhecidas do mundo lembrou que a economia brasileira influencia em vários outros países, não só da América do Sul. 

Dessa vez, o pronunciamento oficial da Organização das Nações Unidas foi realizada por Ravina Shamdasani, que cuida do departamento dos Direitos Humanos da Instituição.

Publicidade

Apesar de criar alertas para vários países que vivem momentos difíceis, o órgão não tem retrospecto de realmente interferir nas questões internas das nações. 

No próximo dia 17, a parir das 14h começa a votação do #Impeachment contra a presidente da república #Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados. Para que o documento seja aprovado são necessário mais de dois terços dos parlamentares, ou seja, 342 votos. Não há ainda uma certeza de que lado vai ganhar. Os votos prometem ter um clima emocionante e qualquer decisão será considerada histórica.