A Organização das Nações Unidas (ONU) voltou a pronunciar nesta sexta-feira, 29, sobre a crise política que atinge o Brasil. O secretário-geral da instituição, Ban Ki Moon pediu que a questão do #Impeachment fosse resolvida o mais rápido possível. No entanto, apesar da rapidez, ele pede que a constituição seja seguida, assim como a democracia brasileira. A declaração foi dada em um evento que marca o início da trajetória olímpica do Rio de Janeiro na Suíça. Ban Ki Moon só falou depois que foi questionado sobre as questões brasileiras, que dominaram mais o evento do que a própria Olimpíada. Ele ainda pediu que a transparência seja realizada durante todo o processo, falando sem citar o nome de Dilma ou das principais instituições do país. 

Ban Ki Moon disse ainda que no momento a Organização das Nações Unidas não tem porque fazer posicionamentos, já que era uma questão interna brasileira.

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Ele então se posicionou como o secretário da instituição, pedindo que o resultado do impeachment siga o que está inserido na Constituição. Ele ainda disse ter certeza de que o Brasil possui instituições fortes e que espera que elas continuem assim nos próximos meses. 

Não é a primeira vez que a instituição se pronuncia a respeito da crise brasileira Em pelo menos outros três pronunciamentos, a ONU ou representantes dela falaram brevemente sobre o assunto. É esperado que novas interpelações aconteçam com o resultado do impedimento de Dilma no Senado, seja ele qual for. Ban Ki Moon ainda disse que ficou feliz de ter visto Dilma no último evento da instituição lutando pelas questões climáticas. A fala soou para muitos como uma frase "entrelinhas" citando o fato de Dilma não ter dito nada a respeito do impeachment ou ter acusado alguém ou instituições de estarem cometendo um "golpe" contra ela. 

No próximo dia 06, a Comissão do impeachment vai definir qual será o parecer da casa a respeito do documento recebido pela Câmara dos deputados.

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No dia 11 será a vez de todo o Senado fazer isso, votando pelo afastamento ou não de Dilma.  #Dilma Rousseff #Crise-de-governo