Hoje muita gente reclama nas redes sociais que o processo de impeachment de Dilma Rousseff seria um "golpe", dentre outros motivos, por ter acontecido rápido na Câmara dos Deputados. A questão é que a discussão sobre o impedimento da presidente já perdura há mais de seis meses, bem diferente, por exemplo, do que aconteceu com Fernando Collor de Mello, que em 1992 teve em torno de um mês para seu processo de deposição. Ele acabou renunciando e posteriormente absolvido no Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo assim ficou inelegível por oito anos.

Entre o processo na Câmara e o do Senado, passaram-se apenas três dias para Collor.

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É isso o que o PMDB e a oposição está querendo que aconteça com Dilma Rousseff, mas sofre grande resistência do presidente do Senado, Renan Calheiros, que teria dito que não quer manchar sua carreira ao fazer isso. O peemedebista era um dos últimos congressistas a apoiar a petista, mas nas duas últimas semanas interrompeu as conversas com Dilma e com o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva. 

De acordo com a coluna Painel da Folha de São Paulo publicada nesta quinta-feira, 14, o "Padrão Collor" do #Impeachment pode até ser adotado, mas isso é menos provável. O consenso é que o Congresso vote o documento até o dia 11 de maio. Se o impeachment passar, Dilma fica 180 dias fora, quando acontece uma investigação para avaliar se os crimes a que ela é acusada realmente foram cometidos. Uma nova votação é feita e se mais de dois terços dos Senadores votarem contra a petista, ela é deposta.

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Sendo assim, a deposição de Rousseff só poderia acontecer no fim do ano e a convocação de eleições gerais para o ano que vem. Caso haja postergação do caso, existe o risco do PMDB continuar na presidência até o fim do mandato, já que só com a saída da presidente antes do fim de dois anos de mandato é que novas eleições podem ser convocadas.

Todos na primeira linha de sucessão de Dilma são peemedebistas, a começar pelo vice-presidente Michel Temer, passando por Eduardo Cunha e pelo próprio Renan Calheiros. O quarto na linha de sucessão é o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) ou qualquer um dos outros Ministros. 

#Dilma Rousseff