Em entrevista à rede americana CNN, a presidente Dilma Rousseff disse que a culpa da crise brasileira não era dela, mas de todo o mundo, citando a redução dos valores das commodities do Brasil. Além do mundo, o Congresso Nacional para a petista também teria sua parcela de culpa por não ter se engajado de forma correta, ficando mais preocupado com o seu processo de #Impeachment. A culpa dela mesmo passou quase batido na entrevista. Já nesta sexta-feira, 29, a líder do Partido dos Trabalhadores (PT) voltou a atacar o impedimento e a acusação feita contra ela pela advogada e professora da USP Janaína Paschoal e pelo jurista e ex-Ministro da Justiça Miguel Reale Junior.

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De acordo com Dilma, a acusação foi "ridícula" e calcada em "meias-verdades". 

Mais uma vez, ela decidiu chamar o processo de impeachment foi chamado de "golpe" pelo Partido dos Trabalhadores. Ela disse também que o julgamento contra ela não estaria sendo feito pelos motivos certos, argumentando que as pedaladas fiscais não eram crime de responsabilidade fiscal e que outros governos já haviam cometido, mas que não foram punidos. Segundo a presidente, o que querem fazer é chegar ao poder sem ter votos suficientes, lembrando que que foi legitimada por mais de 54 milhões de pessoas para chegar ao poder. O discurso de Dilma foi feito em um evento no qual ela decidiu postergar o programa 'Mais Médicos', garantindo a permanência de profissionais estrangeiros por mais três anos no Brasil.

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Enquanto Dilma fazia a postergação do programa social, às vésperas do seu julgamento, três representantes dela faziam sua defesa na Comissão do Impeachment no Senado. Um deles era José Eduardo Carodozo, advogado-geral da união que disse que se for necessário, abrirá mão de seus honorários para defender a petista. Isso porque já ficou combinado com a Comissão do Senado que caso Dilma seja afastada, ele precisará escolher se fica na AGU ou no caso. Isso porque o estado é que banca o salário de Cardozo. Ele concordou com a iniciativa. #Dilma Rousseff #Crise-de-governo