Antes mesmo do resultado oficial e final da votação do impeachment da presidente da república Dilma Rousseff neste domingo, 17, manifestantes contra o impedimento e a favor da petista já diziam que não dava mais para reverter os votos. No Vale do Anhangabaú, São Paulo, por exemplo, uma mulher aparecia chorando copiosamente ao ver que a votação ultrapassava os 200 votos contra Rousseff. Em outra região do país, no Rio de Janeiro, outra mulher chorava olhando para o telão. Já em Brasília, uma manifestante entrevistada pelo UOL e do Partido dos Trabalhadores (PT) disse que antes dos votos serem anunciados a contabilidade dos movimentos sociais mostrava 353 votos contrários à presidente.

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No entanto, ainda quando estavam nos primeiros 200 votos, pelo menos 8 parlamentares já haviam desapontado as listas, o que faziam os que protestavam contra o #Impeachment já terem certeza de que não daria. Até mesmo os manifestantes a favor do impedimento já começavam a se dispersar da orla em Copacabana, no Rio de Janeiro. Um casal entrevistado chegou a dizer que acompanharia a vitória de casa, que já tinha mostrado a cidadania, mas que segunda-feira, 18, era dia de trabalho. A votação a favor da presidente começou a melhorar quando os votos dos deputados do nordeste foram anunciados. 

Em diversas regiões do país, os brasileiros acompanhavam o desenrolar do enredo do que acontecia na Câmara dos deputados com muita apreensão. Em Brasília, por exemplo, de acordo com a polícia militar, 57 mil pessoas estavam presentes na região próxima da Esplanada dos Ministérios.

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Elas estavam divididas por um imenso muro. O número dos que foram protestar, no entanto, foi bem menor do que era esperado.

Antes do dia que entrará para a história, a expectativa era que 300 mil pessoas estivessem na região. Mas chegar ao local dos protestos não estava fácil. O sindicato dos metroviários decidiu não trabalhar. Dessa forma, ficou complicado chegar à região. De acordo com o sindicato, não havia condições para trabalhar devido à falta de segurança no país. 

Apesar do dia de tensão, até o fechamento desta reportagem, grandes conflitos não foram registrados. Até às 20h45 no horário de Brasília, 225 deputados eram favoráveis ao impeachment e 79 contra (mais abstenções). Para o processo passar ao Senado, são necessários 342 parlamentares. #Dilma Rousseff #Crise-de-governo