Nos últimos dias, os movimentos sociais que apoiam a presidente Dilma Rousseff e o Partido dos Trabalhadores (PT) decidiram intensificar o discurso que o processo de impeachment da líder petista é um golpe de estado. No domingo, 24, por exemplo, um grupo de manifestantes pichou o prédio da TV Centro América, afiliada da Rede Globo no estado do Mato Grosso. Já nesta terça-feira, 26,  o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) ocupou uma fazenda de 600 hectares na cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A propriedade fica localizada em uma região importante do estado. Novos atos estão previstos, em especial, para o dia primeiro de maio.

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Nesta data, bloqueios de rodovias e novas invasões de terras estão previstas. 

Na segunda-feira, 25, segundo informações do jornal 'O Estadão', Dilma se reuniu com movimentos sociais, que pediram Ministérios e mais dinheiro para programas sociais, como o 'Bolsa Família' e o 'Minha Casa, Minha Vida'. A presidente não respondeu a pauta do grupo, dizendo apenas que pensaria sobre o assunto. A ideia é que os movimentos ganhem mais espaço antes de um provável governo de Michel Temer, vice-presidente que assumiria o posto principal da política brasileira, caso o impeachment de Dilma culminar com seu afastamento. 

O processo de impedimento já passou na Câmara dos deputados, onde foi aprovado por 367 parlamentares, número bem maior do que o mínimo necessário, 342, para chegar ao Senado.

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No congresso nacional, 50 políticos dos 81 já confirmaram a veículos de comunicação que terão parecer favorável ao impeachment. Nessa fase, ainda a do afastamento, é necessário 41 votos ou metade do quórum votante, desde que existe no mínimo 41 senadores no dia da votação. Passando com mais da metade dos votos, Dilma é afastada e não pode dar mais "canetadas".

Ela então tem vinte dias para promover a sua defesa. Rousseff pode continuar usando o Palácio da Alvorada até a decisão final do Senado, que pode demorar, no máximo, 180 dias. Depois disso, há uma nova votação, na qual fica determinado se haverá ou não uma deposição da líder governamental. #Dilma Rousseff