Na manhã deste domingo, 24, um grupo de manifestantes do grupo Levante Popular da Juventude, que tem defendido o Partido dos Trabalhadores (PT) e é contra ao impeachment da presidente da república Dilma Rousseff, realiza um protesto em frente à casa do polêmico deputado federal Jair Bolsonaro, eleito pelo PSC do Rio de Janeiro. A manifestação acontece no bairro da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Em um vídeo publicado na internet, o parlamentar ameaça tomar medidas cabíveis, caso os manifestantes tentem invadir sua residência. "Se um dia invadirem, NÃO SAIRÃO!", escreveu ele. 

Os que protestavam lembravam do voto do deputado no último domingo, 17, quando o parlamentar fez uma menção a Ustra, coronel conhecido por ter sido um dos maiores torturadores da ditadura.

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Em dado momento, eles começaram a cantar. “Bom dia, Bolsomonstro, como vai? Bom dia, Bolsomonstro, como vai? Não aceito retrocesso, muito menos seu fascismo. Bom dia, Bolsomonstro, como vai?”, dizia um trecho da música entoada. No Twitter, o parlamentar que polemizou também por ter entrado em um rixa com Jean Wyllys, do PSOL (Jean cuspiu em seu rival, segundo ele porque Bolsanaro havia segurado em seu braço e o agrediu verbalmente), voltou a fazer ameaças aos manifestantes:

"Meu condomínio está cercado por simpatizantes do PT. Estão ameaçando invadi-lo! Espero que não cometam essa loucura", escreveu ele. Bolsonaro também publicou um vídeo sobre o que ocorria perto de sua casa. Veja abaixo:

O filho do parlamentar, Flávio, que também é político e usa o sobrenome do pai, também usou o Twitter para protestar contra a manifestação feita próxima à sua residência.

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Ele disse que não estava ameaçando os manifestantes, mas apenas deixando um recado, relatando que na democracia existem limites. De acordo com Flávio, a legislação brasileira permite que se use meios cabíveis para defender a propriedade particular e a integridade física. Ele disse também que se esse respeito fosse tido pelos manifestantes, todos sairiam ilesos e em paz. 

Apesar de toda a polêmica, dos gritos de uma lado e das ameaças (ou recados públicos), até o momento da publicação desta reportagem nenhum incidente havia sido registrado. O protesto continuava, sem previsão para acabar.  #Crise #É Manchete!