De acordo com informações do jornalista Kennedy Alencar, comentarista político da rádio CBN e do SBT, existia um temor que durante o processo de impeachment na Câmara dos deputados, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pedisse que fosse aberta uma investigação contra a presidente Dilma Rousseff. O temor do Palácio do Planalto é que o inquérito fosse aberto no âmbito da Lava Jato, fazendo a líder petista ter que prestar esclarecimentos ao Supremo Tribunal Federal (STF), já que ela tem foro privilegiado. A Lava Jato é a maior investigação sobre corrupção e lavagem de dinheiro já feita no país e apura os desvios criminosos que aconteceram na maior estatal brasileira, a Petrobrás. 

O temor aumentou quando começaram as delações premiadas, especialmente a do ex-líder governista do Senado Delcídio do Amaral e de executivos de uma das maiores empreiteiras do país, a Andrade Gutierrez.

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Ainda segundo Kennedy Alencar, o medo agora é que Janot possa abrir um inquérito contra Dilma no momento em que o processo de #Impeachment está no Senado Federal. A líder petista é acusada de ter cometido pedaladas fiscais, que são observadas no seu processo de impedimento como crimes de responsabilidade fiscal. 

Caso Janot decida fazer Dilma ser oficialmente investigada pela Lava Jato, o comentarista político acredita que isso atrapalharia os planos da presidente da república em se defender. Certo é que a manobra prejudicaria a imagem da presidente, que tem feito questão de dizer que seu nome não aparece em nenhum esquema de corrupção. 

Nesta segunda-feira, 25, a Comissão do impeachment do Senado Federal foi construída. Ao todo, 21 Senadores vão definir se o processo contra Rousseff terá parecer favorável ou não.

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Desses, 15 já se manifestaram publicamente que são a favor do afastamento da companheira política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Outros cinco são contra e um não se decidiu sobre qual será seu voto. Após o parecer, existe uma votação aberta para todo o Congresso. Essa vota pelo afastamento em si. Nessa fase, os votos para afastar Dilma precisam, no mínimo, serem metade do quórum do Senado. Caso exista 100% de presença nesse dia, os votos mínimos são 41 dos 81 Senadores.  #Dilma Rousseff #É Manchete!