O cerco está se fechando para o ex-presidente da república Luiz Inácio #Lula da Silva. De acordo com informações de uma reportagem do Estadão publicada neste sábado, 23, a Operação Lava Jato já teria elementos suficientes para levar o companheiro político de Dilma Rousseff ao banco dos réus. As acusações contra ele são sérias, organização criminosa envolvendo a lavagem de dinheiro da maior estatal brasileira, a Petrobrás. A avaliação da Força-tarefa da Lava Jato é tão forte que as provas seriam suficientes para processá-lo em qualquer instância, seja na justiça federal ou no Supremo Tribunal Federal (STF). E a Polícia Federal já tem até qual será a primeira acusação formal que será julgada na justiça.

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Ela envolve a compra e reforma do sítio em Atibaia, São Paulo, que supostamente seria do ex-presidente. 

O que falta ficar definido agora é onde Lula será julgado. Isso porque o Supremo ainda não decidiu se ele poderá ou não ser empossado como Ministro da Casa Civil. Por enquanto, ele está sem foro privilegiado, mas o Supremo definiu que todas as etapas da investigação Lava Jato passassem pelo corte, ou seja, serão os Ministros do STF que vão definir o local do julgamento, se no próprio Supremo ou na justiça federal de Curitiba, no Paraná. Nesse caso, quem julgaria Lula é Sérgio Moro, que está a frente das investigações. Moro foi o mesmo que autorizou que interceptações telefônicas fossem realizadas contra o ex-presidente e que divulgou um áudio dele conversando com #Dilma Rousseff.

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O juiz está na lista da revista americana 'Time' como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo. 

Ao todo, Lula é investigado em três frentes diferentes da Lava Jato. Além do sítio, a compra de um tríplex no Guarujá e pagamentos para a realização de palestras através de grandes empreiteiras que surrupiaram o dinheiro da Petrobrás também são analisadas. No entanto, ainda segundo o Estadão, as provas em relação ao sítio são as mais robustas. A polícia federal tem provas que indicam que o prefeito de Campinas, Jacó Bittar, do Partido dos Trabalhadores (#PT) teria sido laranja no caso, ocultando o verdadeiro dono da propriedade que foi comprada no ano de 2010 pelo valor de R$ 1,5 milhão.