Uma forte onda fez com que a ponte inaugurada recentemente, com investimento de mais de R$ 44 milhões, desabasse em São Conrado, no Rio de Janeiro. 

Segundo informações, a onda veio levantou a ponte e algumas pessoas que por ali estavam caíram, duas vítimas já foram confirmadas. 

Uma esquipe de resgate está no local e não confirma se tem mais vítimas

É nítido que houve erro na formação da ponte, a estrutura não suportou a forte onda o que resultou no desabamento da mesma. 

A ciclovia fica às margens da Avenida Niemeyer, que liga os bairros de São Conrado e Leblon, a mesma tem 3,9 quilômetros e vista para o mar.

Ela chegou a receber críticas de arquitetos por encobrir a vista do mar para os motoristas que trafegam pela avenida, além disso, em vários trechos ela não tem calçada.

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Testemunhas afirmam que pessoas pararam para tirar fotos por conta das ondas que estavam altas quando foram surpreendidas pela queda da ponte.

O prefeito da cidade já está retornando para o Brasil para averiguações. A população cobra explicações e posicionamento das autoridades em relação à tragédia que ocorreu hoje (21), pela manhã.

As ondas eram muito fortes, conforme relatos de pessoas que por ali passavam, batiam nas pedras e subiam até a ponte.

Uma das vítimas foi identificada como Eduardo Marinho, de 54 anos, era engenheiro e morador de Ipanema, a esposa Eliane Albuquerque, foi ao local, reconheceu o corpo e foi amparada por estar muito abalada.

O secretário municipal de Governo do Rio, Pedro Paulo Carvalho, classificou o acidente como "inaceitável". Segundo ele, "a situação é muito triste".

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Um grupo de mergulhadores do Corpo de Bombeiros, com a ajuda de motos aquáticas, procuram uma possível terceira vítima. Ainda de acordo com Carvalho, toda a ciclovia ficará interditada por tempo indeterminado.

Referente às estruturas, segundo o especialista Raul Rosas, os projetos de engenharia civil devem prever que cargas verticais e horizontais podem sobrecarregar a estrutura. “Teria que ser prevista uma carga eventual de baixo para cima, disse Rosas. O problema deve estar na ligação entre a pista da ciclovia e os pilares”, acrescentou. #Blasting News Brasil