De acordo com a Folha de São Paulo, o PP, até então aliado da presidente da república Dilma Rousseff, anunciará ainda nesta terça-feira, 12, a saída da base aliada e a oficialização pelo voto do #Impeachment na Câmara dos deputados neste domingo, 17. A saída da legenda (ainda apenas na Câmara dos Deputados) prejudica e muito a situação de Dilma. Até o momento, segundo um levantamento realizado pelo 'Estadão', 299 parlamentares já haviam confirmado que votaria contra Rousseff. Se esse número estiver correto, faltariam ainda outros 43 votos. Só o PP teria 47 parlamentares. A decisão de oficializar o apoio ao impedimento, no entanto, não dá 100% de certeza que os integrantes do partido votarão assim como a legenda.

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O que dá para ter uma ideia é que a maioria dos votos do PP será pelo impeachment. 

Atualmente, o partido tem a quarta maior bancada da Câmara, perdendo apenas para o PMDB, #PT e PSDB. Dessa forma, das quatro maiores bancadas, três já são oficialmente contra a continuidade da presidente no governo. Aguinaldo Ribeiro, líder do partido na Câmara, fez uma reunião pela manhã com alguns deputados para definir qual seria a opinião formal do partido. O bloco formado pelo PP na Câmara tem ainda o PTB e o PSC, totalizando 75 deputados. 

A derrota é grande para o governo, que esperava ter pelo menos 20 parlamentares a seu favor. Segundo uma fonte da Folha, apena seis deputados estariam a favor de Dilma. Ciro Nogueira, Presidente Nacional do partido será comunicado sobre a decisão ainda nesta terça-feira.

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Com isso, a expectativa que fica é que todo o partido saia da base aliada. Até o momento, a legenda era uma das mais cortejadas pelo Palácio do Planalto.

Informações de bastidores dão conta que, no entanto, o PP também se reuniu nos últimos dias com o vice-presidente Michel Temer, preferindo seus argumentos do que o do governo. Lembrando que nesta segunda-feira, 11, um áudio do peemedebista vazou por ele mesmo à imprensa. Nele, Temer faz uma espécie de discurso da vitória, dizendo como ficará a frente do governo após a aprovação do processo de impeachment de Dilma na Câmara.  #Dilma Rousseff